Publicidade

01 de Maio de 2014 - 06:00

Por Tribuna

Compartilhar
 
Não está definido o número de equipamentos que serão enviados para JF
Não está definido o número de equipamentos que serão enviados para JF

Detentos que cumprem pena em regime domiciliar em Juiz de Fora passarão a ser monitorados por tornozeleiras eletrônicas. Ainda não está definido o número de equipamentos que serão enviados ao município, mas a estimativa da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) é de que eles cheguem à cidade nos próximos 60 dias. Segundo o subsecretário de administração prisional do Governo de Minas, Murilo Andrade de Oliveira, os agentes de defesa social da cidade serão capacitados para a instalação dos dispositivos. Já o monitoramento será feito em uma central específica, em Belo Horizonte.

O equipamento é acoplado à perna do preso e funciona por GPS. Por meio da tornozeleira, é possível, por exemplo, delimitar a área de circulação do monitorado e verificar se ele está em casa no horário previsto para a prisão domiciliar. A escolha das pessoas que serão acompanhadas ficará à cargo do Judiciário local. "Além dos que irão cumprir pena em regime domiciliar, os agressores enquadrados na Lei Maria da Penha também poderão ser monitorados", comentou o subsecretário.

Segundo Murilo de Andrade, nos casos em que os monitorados violarem as regras, como se aproximar da vítima da Lei Maria da Penha ou não estar em casa ou no trabalho nos horários determinados pela Justiça, a Polícia Militar é acionada imediatamente. Os monitorados podem perder o direito de utilizar a tornozeleira e ter progressão de regime, voltando para a unidade prisional."O equipamento é um ganho para todos os lados: o Estado libera mais presos, desafogando presídios, e consegue ter um acompanhamento 24 horas por dia dele. Já os presos conseguem cumprir sua pena no convívio familiar."

Conforme dados da Secretaria da Estado e de Defesa Social (Seds), em Minas, o monitoramento acontece desde dezembro de 2012. Atualmente, 1.500 presos utilizam o equipamento. Conforme a Unidade Gestora de Monitoração Eletrônica, a reincidência de pessoas que usam as tornozeleiras na prática de crimes é inferior a 15%.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que alertas em cardápios e panfletos de festas sobre os riscos de dirigir sob efeito de álcool contribuem para reduzir o consumo de bebidas por motoristas?