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18 de Fevereiro de 2014 - 20:25

Por Tribuna

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A audiência pública realizada nesta terça-feira (18) na Câmara Municipal com o objetivo de debater soluções para as enchentes que atingem os bairros Industrial e Francisco Bernardino terminou sem uma resposta concreta para a população. As cheias do córrego Humaitá, na Zona Norte, têm, ao longo dos anos, causado prejuízos e muitos transtornos para a população. O encontro, proposto pelo vereador Wanderson Castelar (PT), reuniu representantes da Prefeitura e moradores da área afetada. Foram exibidas imagens dos bairros durante o período chuvoso. Além disso, um projeto que pode ajudar a resolver o problema dos alagamentos na Rua Henrique Simões foi apresentado por um morador do Bairro Industrial.

Castelar lembrou que, há dois anos, propôs uma audiência pública sobre o mesmo assunto. "Salvo a conclusão do Plano de Drenagem na Zona Norte, com a extensão da rede de captação de águas pluviais nada mais foi feito. Espero que possam ser apontados desdobramentos a partir deste plano." Segundo ele, está prevista a construção de bacias de contenção, denominadas popularmente de piscinões, duas a céu aberto e uma subterrânea.

Já o secretário de Obras, Amaury Couri, destacou que o problema das águas pluviais afeta toda a cidade. "A solução é complexa e custa caro, precisamos levantar recursos. Uma empresa foi contratada para fazer um estudo de batimetria (metragem da topografia do fundo de um rio), só assim poderemos saber se o Paraibuna pode sofrer novas intervenções e aonde. A solução para o problema seria investir, durante 20 anos, R$ 30 milhões por ano."

A população cobrou ações efetivas para resolver o problema, além da limpeza dos córregos e das bocas de lobo. "Moro no Bairro Industrial há 40 anos, e a única melhoria que fizeram foi o muro de contenção no córrego, mas a água infiltra pelas paredes do muro e transborda pelo asfalto", reclamou a dona de casa Rosimar Vieira Epifanio, 53 anos. A moradora do Bairro Francisco Bernardino, Conceição Firmino Messias, 61, acrescenta: "Moro na Rua Tomaz Gonzaga. No final do ano, tivemos nossas casas invadidas pelas águas por três vezes, e perdemos tudo novamente". Já o comerciante e morador do Bairro Industrial, Tiago da Silveira Chaves, 30, manifestou sua insatisfação. "Fiquei decepcionado, nada foi definido.

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