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27 de Janeiro de 2014 - 23:00

Por Tribuna

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A morte de Vandir Domingos levou lojistas e representantes de entidades locais a pedirem um basta contra a violência na cidade. Proprietário de estabelecimento vizinho ao estacionamento onde o presidente da CDL foi executado, o comerciante Marcos Vinícius Turolla, 49 anos, foi um dos primeiros a encontrar o corpo da vítima, antes mesmo da chegada do Samu e da polícia. Logo após ouvir os tiros e ser alertado sobre o crime por uma funcionária, Turolla se dirigiu ao local. No caminho, ouviu de um empregado do estacionamento a confirmação sobre o atentado contra o empresário.

"Encontrei ele de bruços. A cena foi muito forte. Quando o Samu chegou, eu preferi sair. Pela demora no atendimento, percebi que tinha acontecido o pior. Todos os lojistas da Rua Marechal estão sem ação", comentou.

Tomado pela indignação, o presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, afirmou estar "horrorizado" com a execução do presidente do CDL. "Nada justifica o assassinato de um pai de família. O que deixa a gente estarrecido é a condição de insegurança da cidade. Será que temos que continuar suportando isso? Temos que rever o sistema de segurança de Juiz de Fora. Câmeras não resolvem nada e, sim, policiamento ostensivo na rua. O Vandir é mais uma vítima entre tantas outras do município. A morte dele foi a gota d'água. A cidade não aguenta mais tanta violência. Chegou ao limite. Precisarmos dar um basta", destacou.

O presidente da Associação Comercial, Aloísio Vasconcelos, revelou estar assustado. "A sensação que temos é de temor e de insegurança. O Centro sempre foi o nosso ponto de encontro. Apesar de o Vandir ser polêmico em algumas questões, ele sempre foi um batalhador pelo desenvolvimento de Juiz de Fora. Confesso que estou bastante abalado." Emocionado, Emerson Beloti, presidente do Sindicomércio-JF, lamentou a morte do amigo e ressaltou a audácia de uma execução ocorrida à luz do dia. "O meu carro ficava no mesmo estacionamento que o dele. Chama a atenção, a audácia de uma pessoa que agiu no início da manhã. O comércio perdeu um grande presidente, uma pessoa dedicada às causas empresariais e que fez muito pela sua classe. A gente fica muito triste."

Em nota, o presidente da Subseção Juiz de Fora da OAB, Denilson Clozato, repudiou o crime, que classificou de "homicídio bárbaro", e criticou o que chamou de escalada de mortes violentas na cidade. "Esta é mais uma morte violenta que Juiz de Fora assiste em janeiro de 2014, após o aumento no número de assassinatos em 2013. É inaceitável que Juiz de Fora continue a conviver diariamente com o crescimento da violência urbana."

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