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06 de Dezembro de 2013 - 07:00

Tia de aluno agrediu diretora e professora com pauladas, chutes e socos e ainda atirou pedras em colégio no Santa Efigênia

Por Michele Meireles

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Cartaz informa sobre suspensão das aulas
Cartaz informa sobre suspensão das aulas
Pedras foram lançadas contra a escola por tia de aluno
Pedras foram lançadas contra a escola por tia de aluno
Escola teve vidros da portaria quebrados
Escola teve vidros da portaria quebrados

As aulas da Escola Municipal Doutor Antonino Lessa, no Bairro Santa Efigênia, Zona Sul, estão suspensas até segunda-feira. A medida foi tomada depois que a diretora e uma professora da instituição foram agredidas a pauladas, chutes e socos pela tia de um dos estudantes no final da manhã desta quinta (5). Além da agressão física, a mulher de 41 anos teria jogado pedras no colégio e quebrado o vidro da porta de entrada com o pedaço de madeira.

De acordo com o registro da Polícia Militar, a agressão às educadoras aconteceu em consequência de uma briga entre dois estudantes do quinto ano do ensino fundamental da escola. O atrito entre os alunos teria ocorrido na saída do turno da manhã, por volta das 11h30, quando os dois garotos de 11 e 12 anos se desentenderam, e o pai do mais novo teria entrado na confusão e desferido golpes com o joelho na cabeço do outro. O homem, conforme o boletim de ocorrência, teria problemas psiquiátricos.

Ao saber do fato, a tia do estudante de 12 anos foi até a escola cobrar explicações da direção. Professores e funcionários que presenciaram a cena afirmaram que a mulher chegou até a escola tampando pedras e segurando um pedaço de pau, com o qual teria agredido a diretora, 41, e uma professora, 29, que tentou contê-la. As educadoras ainda teriam sido agredidas com chutes e socos. O fato provocou tumulto na porta da instituição de ensino, que atende a cerca de 300 alunos. "Muitos pais esperavam a saída dos filhos e ficaram desesperados. Foi horrível", conta uma secretária.

Uma professora, que pediu para não se identificar, afirmou que houve pânico também entre alunos que ainda estavam em sala de aula. "Ela estava descontrolada.Cerca de 40 alunos tinham aula, ele e nós (professores) ficamos muito assustados." Segundo o relato dos docentes, após a suspeita sair da escola, ela ainda arremessou diversas pedras. "Colocando em risco todo mundo", desabafa uma secretária.

 

Insegurança

Após o episódio, cerca de 20 professores da Doutor Antonino Lessa se reuniram e decidiram paralisar as aulas até segunda-feira. A motivação, segundo eles, é para que haja mais segurança para que exerçam suas funções. "Hoje a situação chegou às vias de fato, mas ameaças temos constantemente. Está ficando difícil trabalhar", lamenta outra professora. A diretora da escola, que preferiu não comentar o caso, e a docente agredida foram até a delegacia da Polícia Civil, em Santa Terezinha, sendo submetidas a exames de corpo de delito, que não constatou lesões aparentes. Já o pai do estudante acabou detido e encaminhado à delegacia, onde assinou um termo circunstanciado de ocorrência (TCO) e foi liberado. A suspeita das agressões não foi localizada.

O secretário de Educação do município, Weverton Vilas Boas, acompanhou pessoalmente o desenrolar da ocorrência, e disse ter ficado assustado com o episódio. "É um caso atípico, porém, a violência nas escolas é uma preocupação constante desta administração. Tanto que estamos fortalecendo parcerias com a Polícia Militar, a Guarda Municipal e realizando diversa campanhas educativas." Ele esclareceu que uma audiência para tratar do caso foi agendada para o dia 23 de janeiro no Juizado Especial Criminal.

A coordenadora do Sindicado dos Professores (Sinpro), Aparecida de Oliveira Pinto, afirmou que o órgão deslocou um de seus diretores para acompanhar a violência e ofereceu apoio afetivo e jurídico às duas profissionais agredidas. Ela ainda ressaltou que o Sinpro está sempre alerta a este tipo de situação. "É um absurdo que professores, membros da direção e qualquer outro profissional da educação tenham que passar por isso. Esses casos são frequentes. É preciso que haja uma mobilização de todas as autoridades para contornar essa situação", defendeu a sindicalista, acrescentando que o quadro no interior das escolas é um reflexo da sociedade que, a cada dia, vem sendo acometida pela violência.

Segundo o secretário de Educação, não há demandas recentes relativas à insegurança na Escola Municipal Doutor Antonino Lessa. O comandante da 32ª Cia de PM, responsável pelo policiamento na Zona Sul, capitão Ricardo Schaffer, esclareceu que o policiamento já era lançado nas imediações do colégio, mas que ele será intensificado.

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