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16 de Fevereiro de 2014 - 06:00

Por Kelly Diniz

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Detritos recolhidos foram levados para análise no depósito do Demlurb
Detritos recolhidos foram levados para análise no depósito do Demlurb

Um estudo, que está sendo realizado pelo Demlurb, deve apontar quais tipos de lixo os juiz-foranos produzem em maior quantidade e quais regiões emitem resíduos com maior potencial reciclável. Na análise, chamada de levantamento gravimétrico, os materiais estão sendo separados em 17 tipos, como garrafas PET, papelão, tetra pak, metal ferroso e vidro. O levantamento teve início na última terça-feira, e a previsão é de que seja finalizado ainda neste mês. Após essa etapa, será feito um diagnóstico social das associações para as quais o lixo é destinado. "Com esses dados, vamos desenhar o melhor modelo de coleta seletiva para Juiz de Fora", explica o analista ambiental Diogo Caiafa, do Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), programa da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

Segundo o geógrafo do CMRR Robson Fagundes, os benefícios da coleta seletiva para a população. "Ela diminui o custo da Prefeitura com logística, ajuda na preservação dos recursos naturais, auxilia na inclusão socioprodutiva e aumenta a vida útil do aterro."

Em Juiz de Fora, a julgar pelos primeiros resultados obtidos, um percentual de aproximadamente de 30% do lixo é reciclável. Conforme Fagundes, "aumentando a coleta seletiva, aumenta-se o volume de material e, consequentemente, o emprego, o que melhora a situação social de quem trabalha com o lixo".

Para o estudo gravimétrico, estão sendo colhidas amostras aleatórias de sete bairros. Até agora, foram analisados os resíduos do Santa Rita, na região Leste, São Mateus e Bom Pastor, na Zona Sul, Lourdes e Olavo Costa, na região Sudeste. Na próxima semana, será analisado o Bairro Benfica, na Zona Norte. O Centro encerra o levantamento.

Caiafa ressalta que uma ação simples da população pode otimizar o trabalho das associações que reciclam o material. "As pessoas só têm que separar o seco do úmido. Não é preciso separar plástico, de papel e de vidro. Esse trabalho as próprias associações fazem."

A presidente da Associação de Catadores de Juiz de Fora (Ascajuf), Maria Aparecida de Oliveira, conta que quando a população separa o material úmido do seco, a associação recebe menos rejeitos e mais material reciclável, o que garante o aumento do lucro. Ela afirma que o estudo possa melhorar a renda dos catadores.

Conforme Maria Aparecida, as garrafas PET são o material mais lucrativo. Já o alumínio é guardado para que os associados tenham um renda extra no fim do ano, como um décimo terceiro salário. Ela aproveita para lembrar a população dos cuidados necessários com o lixo hospitalar. "Quem tem doente em casa, não deve colocar seringas e agulhas junto ao lixo reciclável, pois esses materiais oferecem risco à nossa saúde."

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