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20 de Fevereiro de 2013 - 20:47

Por Tribuna

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Juiz de Fora é a 28ª cidade do país, entre as 286 com mais de cem mil habitantes, com menos risco de vulnerabilidade juvenil à violência. O estudo realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a pedido do Ministério da Justiça, e divulgado esta semana, leva em conta indicadores como mortalidade por homicídio e acidentes de trânsito, frequência escolar, situação de emprego, pobreza e desigualdade social de pessoas entre 12 e 29 anos. O resultado no município, identificado como de vulnerabilidade "baixa", foi 0,21, em índice que poderia variar entre 0 e 1. Se comparadas apenas cidades de Minas Gerais, Juiz de Fora aparece na quinta colocação, perdendo para Divinópolis, Passos, Poços de Caldas e Pouso Alegre, considerada a mais segura de todas as avaliadas no país. O diagnóstico tem como base de dados o Censo demográfico do IBGE, de 2010, e o Laboratório de Análise da Violência da Uerj. Portanto, não leva em consideração o crescente número de mortes violentas envolvendo jovens registrado em 2012 e no início deste ano na cidade.

Segundo uma das pesquisadoras do FBSP, Thandara Santos, de um modo geral houve tendência da melhora nos indicadores em grande parte dos municípios brasileiros, incluindo Juiz de Fora. Ela explicou que o resultado foi obtido por meio de uma composição estatística complexa, em que o peso de cada indicador avaliado era definido a partir do número de habitantes das cidades, de forma que não houvesse discrepância de realidades. "A média nacional na questão da violência foi 0,21, e Juiz de Fora teve resultado 0,08 neste quesito. Podemos dizer que a cidade está em situação boa, não só neste ponto, como também nos indicadores sociais."

Na opinião da socióloga Anete Negreiros, que pesquisa juventude, trabalho e educação, o desempenho da cidade reflete que jovens envolvidos em irregularidades ainda são a minoria, embora estes estejam em evidência devido à crescente participação em crimes. "A maioria está estudando e trabalhando, tentando superar sua condição de pobreza. Apesar disso, não podemos negar que, nos últimos dois anos, houve regressão deste quadro. Isso pode ser explicado pela retirada de programas sociais no município e também pelo crescimento desordenado de algumas regiões, o que pode aumentar o conflito entre grupos em busca da conquista de territórios."

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