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16 de Julho de 2014 - 07:33

Lei municipal que determina explicação sobre o nome da rua também é desrespeitada, principalmente em bairros

Por CÍNTIA CHARLENE E LILIANE TUROLLA

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Placa recém-instalada na Rua Benjamin Constant informa equivocadamente nome do bairro como "Jardim da Glória"
Placa recém-instalada na Rua Benjamin Constant informa equivocadamente nome do bairro como "Jardim da Glória"

Apesar de existir uma lei que determina que os logradouros públicos de Juiz de Fora tragam na sua identificação o nome da via e sua designação, muitas vezes, ela não é cumprida, já que algumas informações disponíveis estão incompletas. Exemplo disso são as placas das ruas Barbosa Lima e João Pessoa de Rezende, ambas na região central, que não possuem a especificação de quem foram as pessoas homenageadas. A situação percebida no Centro agrava-se nos bairros, onde muitas ruas não têm sequer emplacamentos oficiais com seus nomes, havendo casos de improvisos feitos pelos moradores.

Ainda na área central, outro problema encontrado pela reportagem foi um erro de informação na placa de indicação recém instalada na Rua Benjamin Constant próximo ao cruzamento com a Rua Santo Antônio. Na grafia do dispositivo, o nome do Bairro Jardim Glória está escrito erroneamente como "Jardim da Glória", fato que confunde a população.

Já na Olegário Maciel, um dos problemas é que há placas onde a via é grafada como avenida e em outras como rua. Além disso, especificações contidas nas placas desta via também foram observadas. Olegário Maciel é denominado genericamente como um político, não sendo destacado o fato de ter sido deputado estadual e governador de Minas Gerais. Para o autor da lei Flávio Cheker, hoje secretário de Desenvolvimento Social, o desafio da lei na época era o de sintetizar as informações a serem impressas no dispositivo. "A informação da placa confere senso de cidadania e pertencimento aos moradores. A descrição enfatiza a ação central da pessoa homenageada."

Para a professora do Departamento de História da UFJF Mônica Ribeiro de Oliveira, é preciso ter cuidado com o conteúdo grafado. "Tem que ser uma informação histórica fundamentada, feita por especialistas da história e da comunicação. Se a informação estiver errada, é uma falta de respeito à memória da cidade."

Por meio de nota, a assessoria da Settra informou que as placas de logradouro seguem o que define a lei municipal, contemplando apenas nome e títulos. Para definição das informações que são impressas nos dispositivos, a empresa que possui o direito de outorga e concessão recolhe os nomes das ruas, junto da Câmara Municipal. Já as placas de sinalização vertical, indicações e regulamentações são definidas por meio de levantamento da Settra.

Sobre os materiais com erro, a pasta disse que, quando a irregularidade é verificada, realiza os ajustes, sempre priorizando a diminuição dos custos. "No caso do Jardim Glória, a placa foi instalada por uma empresa contratada. O erro já foi identificado pela Settra e o reparo já foi solicitado. A previsão é que, nos próximos dias, ocorra a manutenção."

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