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07 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Na Coronel Quintão, há pelo menos seis árvores encobertas por erva-de-passarinho
Na Coronel Quintão, há pelo menos seis árvores encobertas por erva-de-passarinho
No São Judas, galhos de árvore tombada já invadem casa
No São Judas, galhos de árvore tombada já invadem casa
Moradora registrou queda de galhos na Rua Cel Alfredo Vilela
Moradora registrou queda de galhos na Rua Cel Alfredo Vilela

A falta de manutenção em árvores traz perigo a moradores em diversas regiões da cidade. Na maioria dos casos, a necessidade urgente de poda acarreta em riscos para moradias e pedestres, além do perigo do contato com a fiação elétrica da rua. O maior receio, porém, refere-se ao período chuvoso, quando há incidência de ventos fortes capazes de derrubar as espécies. O problema é vivido por moradores da Rua Coronel Alfredo Vilela, em São Mateus, Zona Sul. Segundo a dona de casa Magali Kiffer, 60, foram feitos, pelo menos, seis contatos com a Prefeitura. Os pedidos, realizados entre abril e dezembro do ano passado, eram de capina da rua e poda das árvores. "Registrei hora, data e nome com quem falei durante a solicitação, mas nada foi feito. As árvores foram plantadas há 20 anos e nunca foram podadas. Nossa rua é ignorada."

Segundo Magali, os próprios moradores já realizaram, por diversas vezes, a manutenção das espécies. "Meu maior medo é uma localizada em frente à minha casa, que parece que vai cair." A situação é confirmada pelo vizinho Cléber Teixeira, 73. "As árvores estão viradas para a rua e já encostam nos carros."

Problema semelhante é vivido por moradores do Monte Castelo, Zona Norte. Pela Rua Coronel Quintão, é possível observar pelo menos seis árvores secas e encobertas por erva-de-passarinho. "Os galhos estão soltos e caem o tempo todo. Nosso medo é atingir algum pedestre. Mas o pior problema é que alguns já estão enrolados nos fios da rede", comenta o serralheiro Carlos Roberto Lawall, 65, que garante que as árvores invadem as casas da rua. "Tem mais de um ano que pedimos, mas ninguém veio aqui até hoje."

 

Medo

Desde o início do período chuvoso, foram registrados inúmeros casos de quedas de árvores pela cidade, algumas trazendo prejuízos. Em novembro do ano passado, o autônomo Alair Gonçalves Nogueira, 57, teve a casa de um cômodo destruída, no Progresso, após três árvores desabarem no local. Ele conseguiu sair ileso, mas perdeu tudo. No dia 2 deste mês, uma árvore de grande porte caiu no estacionamento da Faculdade de Direito da UFJF e fechou a passagem de veículos. Segundo a assessoria da instituição, a espécie já foi retirada e não existem outras árvores em risco.

No São Judas Tadeu, Zona Norte, moradores estão preocupados. "A qualquer momento, a árvore vai cair sobre a minha casa, ela já está apoiada no meu telhado e inclinada. Já nem peço mais a poda, porque acho que a única solução é cortar", lamenta a arquiteta Cristiane de Mello, 40. Moradora da Rua Monsenhor Francisco de Paula Salgado, ela reclama do descaso com relação ao risco causado pelo ipê amarelo. "Na Prefeitura, me informaram que preciso esperar um ano e meio. Estou há seis meses pedindo solução, mas acho que eles vão esperar acontecer uma tragédia."

 

Manutenção

Durante o período, a Empav tem informado, de forma constante, a manutenção realizada pela cidade. Segundo sua assessoria, nesta época, as prioridades são o recolhimento das plantas, seguida de corte de árvores com risco de queda e, por fim, as podas, conforme programação. O corte é adotado em casos de extrema necessidade, como quando a vegetação oferece riscos para as moradias, e deve ser autorizado pela Secretaria de Meio Ambiente. Solicitações de serviços podem ser feitas pelos telefones 3215-6499 e 3690-7558.

Já a Cemig informou que, em casos de risco, é necessário entrar em contato com a empresa pelo 116 ou por meio de site (cemig.com.br) e redes sociais. Caso haja o perigo com a rede, será solicitada poda.

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