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26 de Fevereiro de 2014 - 19:02

Educadores de licença médica e demora no processo de designação de contratados deixam alunos sem aula

Por Kelly Diniz (colaborou Flávia Crizanto)

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Estudantes protestaram ontem contra a redução de turmas do horário noturno na rede estadual
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Manifestantes pediram ainda investimentos na estrutura das instituições
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Quase um mês após o início do ano letivo na rede estadual, alunos do Instituto Estadual de Educação (Escola Normal) e das escolas Delfim Moreira e Estevão de Oliveira, no Centro, e Deputado Olavo Costa, no Bairro Monte Castelo, Zona Norte, denunciam a ausência de professores de algumas disciplinas nas salas de aulas. O motivo seria a demora no processo de designação dos educadores contratados, e, de acordo com a diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Victória Mello, o problema estaria atingindo quase todas as escolas da rede estadual na cidade.

Conforme o pai de um aluno da Escola Normal, que preferiu ter a identidade preservada, seu filho tem tido de uma a duas aulas por dia. "Quem sempre estudou em escola pública, como eu, sabe que não haverá esforço por parte dos professores nem da direção para repor esse tempo perdido. O máximo que vai acontecer é sobrecarregar os alunos com aulas sem o devido conteúdo."

Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação (SEE), quatro educadores da Escola Normal estão de licença médica, mas eles devem retornar ao trabalho nas próximas semanas. Há ainda três vagas que devem ser preenchidas pelas designações. No Delfim Moreira, um professor está de licença, e na Deputado Olavo Costa, outro pediu exoneração, estando as vagas ociosas. Já a Escola Estevão de Oliveira, ainda conforme a secretaria, estava com déficit de três profissionais até a semana passada, quando o quadro foi completado. A secretaria esclareceu que a reposição das aulas é obrigatória e acontecerá de acordo com a necessidade de cada escola.

 

Superlotação

Outro problema denunciado pelos alunos da Escola Normal e Delfim Moreira é a superlotação das salas de aula no horário diurno, após a redução de turmas da noite. A resolução nº 2.442 de 2013, da Secretaria de Estado de Educação (SEE), só permite a abertura de classes noturnas após o cumprimento de algumas exigências, entre elas, o aluno deve ter idade mínima de 18 anos e carteira de trabalho assinada.

Na manhã desta quarta-feira (26), os estudantes, com o apoio do Sind-UTE, se reuniram no cruzamento da Avenida Itamar Franco com a Rua Espírito Santo e saíram em passeata até a Avenida Rio Branco contra a medida. Ao lado dos alunos, os professores, que cruzaram os braços ontem, protestaram contra demora do Governo estadual em agendar a negociação salarial com a categoria. A pauta com reivindicações da classe foi entregue à Secretaria de Educação no início de fevereiro, e, segundo eles, até hoje nenhuma resposta foi dada.

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