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16 de Junho de 2014 - 21:02

Entre os veículos, 3 são de juiz afastado que está preso no 39º Batalhão da PM em Contagem

Por Michele Meireles

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Carros foram levados para da sede da PF, no Manoel Honório, para o pátio, no Mariano Procópio
Carros foram levados para da sede da PF, no Manoel Honório, para o pátio, no Mariano Procópio

Em continuidade à operação "Athos", desencadeada na última semana e que culminou com a prisão de 13 pessoas em Juiz de Fora, entre elas o juiz da Vara de Execuções Criminais, Amaury de Lima e Souza, a Polícia Federal apreendeu mais nove veículos de propriedade de suspeitos de integrar o grupo e de pessoas ligadas a eles. No final da tarde desta segunda-feira (16), 18 veículos, a maioria deles de luxo, foram levados para da sede da Polícia Federal, no Manoel Honório, para o pátio, no Mariano Procópio. Entre eles, estão três de propriedade do magistrado: um Chevrolet Camaro, avaliado em R$ 200 mil, uma Mitsubishi Outlander, que vale cerca de R$ 100 mil, e um HB20.

Conforme informações da 2ª Região de Polícia Militar, o juiz Amaury continua detido na sede do 39º Batalhão da Polícia Militar,que fica em Contagem, na região Metropolitana de Belo Horizonte. O magistrado está na sala de Estado Maior, uma acomodação especial, "com instalações e comodidades condignas", conforme prevê o Código de Processo Penal. Só após julgamento é que o juiz pode ser enviado a uma unidade prisional.

O titular afastado da Execuções Criminais foi preso em flagrante pela Polícia Federal, na madrugada da última quinta-feira, por porte ilegal de arma de fogo. Em sessão extraordinária realizada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça, o auto de prisão em flagrante do juiz foi convertido em prisão preventiva. A relatora do processo, desembargadora Márcia Milanez, analisou o contexto investigatório e entendeu ser imprescindível a manutenção do magistrado preso "para garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal, além de propiciar a regular instrução criminal".

Conforme o diretor do Fórum Benjamin Colucci, juiz Edir Guerson, o afastamento do magistrado não causou nenhum prejuízo para o funcionamento da Vara, que "já está funcionando em pleno vapor". A Execuções Criminais foi assumida por quatro juízes, que irão trabalhar em regime de cooperação, já que respondem a outras varas da comarca.

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