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06 de Maio de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Mesmo no meio dos recessos, alguns doadores, como Gabriel Coelho, dão o exemplo
Mesmo no meio dos recessos, alguns doadores, como Gabriel Coelho, dão o exemplo

Os diversos feriados prolongados deste ano preocupam o hemocentro de Juiz de Fora. Além dos dois últimos recessos muito próximos, que foram a Semana Santa e o Dia do Trabalho, mais dois estão previstos para junho, o dia 13, do padroeiro Santo Antônio, e o dia 19, Corpus Christi. Outra preocupação é com a proximidade dos jogos da Copa, quando também deve cair o número de doadores. A maioria das pessoas aproveita os feriados para viajar, o que acarreta na redução de doadores em ocasiões que exigem maior demanda de utilização das bolsas de sangue. "A gente sabe que o impacto é certo, porque é uma época em que há um aumento de acidentes e atropelamentos. Situações em que é preciso de sangue com urgência", comenta a psicóloga do Hemominas Déborah Carvalho. De acordo com o Hemominas, o banco de sangue do tipo negativo teve uma redução de 40% durante os feriados prolongados. "É uma queda significativa, que acaba comprometendo o atendimento daqueles procedimentos que podem esperar, para que, assim, possamos atender os com mais urgência", declara a psicóloga.

Contudo, ainda há pessoas conscientes que realizam doações mesmo nestes períodos. O aposentado Carlos Henrique Marques Correa, 53 anos, esteve no Hemominas na última sexta-feira, logo após o Dia do Trabalho. "Comecei a doar quando percebi o quanto o meu tipo sanguíneo (O negativo) é raro, e por isso sempre está em falta. Já faço doações há 11 anos, e sempre venho." No mesmo dia, a estudante Bárbara Daniela, 21, resolveu ser doadora pela primeira vez. "Estou muito ansiosa e nervosa, mas sei o quanto é importante e necessário".

Segundo Déborah, o estoque não é utilizado como referencial para o Hemominas, mas sim o comparecimento de doadores, que deve ser, em média, 160 por dia, para atender a demanda. "Se esse número cai, sabemos que haverá interferência no estoque." A psicóloga informa que, quando há queda na quantidade de doadores, são feitas algumas ações, como a realização de contatos por telefone ou cartas.

Estima-se que a média em Juiz de Fora seja de 120 a 130 doadores diários. "A nossa população em sua maioria ainda não tem o hábito de fazer a doação frequente. Gostaríamos que as pessoas entendessem a importância de serem doadoras sempre, não apenas quando algum familiar ou conhecido está precisando", relata Déborah.

 

Orientações

O doador deve ter boa saúde, possuir mais de 50kg e estar na faixa etária de 16 a 69 anos. Os menores de 18 devem apresentar autorização do responsável, enquanto os mais velhos precisam ter feito pelo menos uma doação até os 60.

Para doar, não é preciso estar em jejum. O voluntário não pode ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas que antecedem a doação. É preciso evitar o fumo pelo menos duas horas antes. Remédios que são tomados de forma contínua devem ser informados. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher, a cada três.

O Hemominas em Juiz de Fora fica na Rua Barão de Cataguases, s/n, Centro. A coleta de sangue é feita de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, e aos sábados, das 7h às 11h. Mais informações são obtidas pelos telefones: (32) 3257-3100 e (32) 3257-3114.

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