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29 de Junho de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Ainda não há data definida para o início do funcionamento dos radares nos cruzamentos da linha férrea nas ruas Benjamin Constant, no Centro, e Pinto de Moura, no Poço Rico. A previsão inicial era de que os equipamentos entrassem em funcionamento no próximo mês, no entanto, conforme a MRS Logística, que administra a malha Sudeste da ferrovia, e a Settra, os radares só serão instalados depois que os semáforos e as cancelas das passagens de nível estiverem sincronizados. Na Benjamin, as estruturas já operam de forma simultânea, mas na Pinto de Moura, ainda não há semáforo. O dispositivo só deve ser colocado após o término dos trabalhos de despoluição do Rio Paraibuna, conduzidos pela Cesama, que estão em andamento no trecho. A assessoria da Settra explica que a fiação do semáforo é instalada sob a passagem de nível, o que não pode ocorrer junto com a frente de obras da Cesama, que deve ser encerrada no final de agosto.

Os radares que serão acoplados aos semáforos devem garantir que os condutores que avançarem o sinal vermelho sejam multados pela infração. As travessas que receberão os equipamentos são apontadas pela MRS como as que registram maior número de acidentes no município.

Quando o semáforo do Poço Rico estiver instalado e sincronizado com a cancela, a MRS deve acionar a empresa que venceu a licitação para implantar os semáforos nas duas passagens de nível. Os equipamentos foram doados pela concessionária à Prefeitura, que ficará responsável pelo gerenciamento e processamento dos dados coletados. Ultrapassagens em cancelas e avanço do sinal vermelho são infrações gravíssimas, com multa no valor de R$ 191,54.

A cidade que cresceu às margens da estrada de ferro, não se intimida com a presença dos trens. Dos 43 quilômetros de malha ferroviária no município, 23,5 ficam na área urbana e são percorridos por dia por 30 composições. Em 2013, foram registrados 16 acidentes na linha férrea, sendo dois abalroamentos, 12 atropelamentos e dois casos de suicídio. Este ano, já foram registrados oito acidentes que, de acordo a MRS Logística, poderiam ser evitados com uma postura mais cautelosa de pedestres e motoristas. Na malha operada pela MRS, que abrange os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, Juiz de Fora lidera o ranking das cidades com maior número de acidentes envolvendo trens.

Limpa trilhos

Além da sincronização e dos radares, está em teste, até o dia 15 de julho, a Operação Limpa Trilhos (OLT). A ação consiste no deslocamento de dois motociclistas antes da passagem dos trens, alertando para a chegada da composição e evitando o cruzamento indevido de veículos e de pessoas. O trajeto percorrido pelos vigilantes vai da travessia da Rua Pinto de Moura até a do Bairro Araújo, na Zona Norte. Além de realizar o comboio, eles mapeiam situações de risco e advertem a comunidade sobre os perigos. A operação é implantada em municípios com altos índices de acidentes. Se os resultados forem positivos, a operação poderá se tornar um processo definitivo na cidade.

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