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05 de Junho de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Policiais militares, federais, rodoviários federais e homens do Exército de Juiz de Fora já começaram a ser enviados para Belo Horizonte e Rio de Janeiro. O efetivo, composto por mais de cem policias e 1.500 militares, irá integrar as forças de segurança na Copa do Mundo, permanecendo fora da cidade durante todo o evento. Os comandos das corporações afirmam que estão se adequando, acionando pessoal da área administrativa, cancelando folgas e férias para montar novas escalas de serviço e garantem que não haverá prejuízo para a segurança pública no município. Apesar de o Corpo de Bombeiro e a Polícia Civil não enviarem servidores, estarão de sobreaviso, podendo ser acionados em caso de necessidade.

Nesta quinta-feira (5), 60 policiais da 4ª Companhia de Missões Especiais - incluindo Rotam, Gate, Choque, Cavalaria e Rondas Ostensivas com Cães (Rocca) - , e outros 15 lotados em companhias da cidade, irão para Belo Horizonte. O grupo foi treinado na capital mineira e repassou os conhecimentos adquiridos para outros policiais de Juiz de Fora. "Com isto, os que ficam na cidade estarão mais capacitados para atuar aqui, caso haja alguma situação mais grave", disse o comandante da 4ª CME, tenente-coronel Edson Gleik, destacando que o policiamento rotineiro, feito pelas outras companhias, não será alterado. Em Belo Horizonte, 12.185 policiais militares devem atuar, e o efetivo terá à disposição equipamentos e armas de uso inédito no estado.

Desde a última segunda-feira, mil homens de quartéis do Exército de Juiz de Fora já estão em Belo Horizonte. O comando da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha) também está na capital. Nesta quinta, mais um grupo deixa a cidade, totalizando 1.500 soldados. Segundo o oficial de comunicação da 4ª Brigada, coronel Toni Fredman, os homens estão sendo preparados desde 2013, quando atuaram na Copa das Confederações. "Os soldados designados já têm experiência em grandes eventos." Segundo ele, os homens farão a segurança das instalações da Copa, como estações de energia elétrica, redes de antenas, estádios e aeroportos. "Só iremos atuar em manifestações se acionados pelo Governo."

A delegacia da Polícia Federal de Juiz de Fora está sem alguns delegados, peritos e escrivães. Sem informar o número de homens que deixaram a cidade, o chefe da PF, delegado Cláudio Dornelas, afirmou que "o efetivo que ficou está concentrado". Conforme Dornelas, os homens já estão sendo treinados no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte e permanecem nas cidades até o encerramento do evento, em julho. Durante o Mundial, eles vão prestar apoio nos aeroportos e na segurança de delegações, chefes de Estado e dignitários.

Já a Polícia Rodoviária Federal cedeu 20 patrulheiros para Belo Horizonte. Para suprir a falta dos policiais, o inspetor Armstrong de Carvalho informou que a polícia deslocou pessoal da área administrativa. "Montamos uma escala de serviço especial para equilibrar." Segundo ele, além do trabalho de fiscalização das rodovias, os policiais rodoviários irão atuar no policiamento da cidade, na escolta de delegações e em eventuais manifestações.

A Polícia Civil não irá enviar policiais. Segundo a delegada regional Sheila Oliveira, "a cidade tem um porte grande e também irá receber turistas. Se enviássemos efetivo, faria falta aqui. Só iremos em casos excepcionais". O assessor de comunicação do 4º Batalhão de Bombeiros, capitão Marcos Santiago, explicou que a corporação teve férias cortadas durante o período dos jogos. "A medida serve para estarmos em condições de sermos deslocados, caso haja necessidade".

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