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08 de Janeiro de 2014 - 21:30

Por Tribuna

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Proposta foi discutida em plenário quase vazio
Proposta foi discutida em plenário quase vazio

A polêmica proposta de gradeamento do Parque Halfeld voltou a ser discutida nesta quarta-feira (8) em uma audiência pública na Câmara Municipal. O encontro reuniu vereadores, representantes da Prefeitura e da Polícia Militar, além de moradores e trabalhadores do entorno. No entanto, o plenário ficou praticamente vazio, o que provocou crítica de vereadores, já que o assunto tem grande apelo.

O presidente do Legislativo, Julio Gasparette (PMDB), defendeu que o Parque Halfeld seja cercado, com horário de abertura às 7h e fechamento às 19h. "Sou a favor da reforma e do gradeamento para moralizar. O parque não merece ficar do jeito que está. Quero que ele volte a ser o principal cartão-postal da cidade." Já o vereador Jucelio Maria (PSB) posicionou-se contra a medida. "Concordo com o Julio quando ele fala que quer um Parque Halfeld limpo, iluminado e seguro, mas sou contra as grades. Vamos estar pagando as consequências, e não eliminando as causas. Tira o problema do Parque Halfeld, e passa para outra praça, até gradear todas. A praça é um local para passear, confraternizar e socializar, e as grades só vão atacar as consequências porque as causas são política, social, econômica e estrutural." Para o vereador Nilton Aparecido Militão (PTC), a solução é educação. "Acho que a população, ao receber o parque bonito, revitalizado, com certeza vai ter mais conscientização."

O encontro, solicitado pelo vereador José Fiorilo (PDT), previa a ampla discussão sobre o uso do parque. A secretária de Administração e Recursos Humanos da PJF e comandante da Guarda Municipal, Andréia Goreske, explicou que o projeto de reforma do espaço está em desenvolvimento, e medidas emergenciais devem ser implantadas imediatamente. Para Fiorilo, o descaso do Poder Público levou à situação atual do logradouro. "Acho que medidas simples, como reforço na iluminação, limpeza e segurança são fundamentais para melhorar o uso do espaço, enquanto as questões complexas não podem ser implantadas".

Sobre as medidas emergenciais, a funcionária pública Maria de Fátima Zamagno Pinheiro, 56 anos, que mora há 32 anos no entorno, observou que a sociedade não fica sabendo o que vai ser feito. "Espero que dê resultado, mas muita coisa que eles falaram não foram feitas, como o nivelamento das calçadas. Sobre o gradeamento, acho que antes de tomar essa decisão, outras ações devem ser testadas." A aposentada Marly Dutra Vieira, 64, mora na área há 37 anos e acha que medidas paliativas não resolvem a situação. "O projeto tem que sair do papel. O parque mais limpo, iluminado, florido e seguro afasta quem gosta de frequentar o espaço sujo e escuro."

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