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06 de Março de 2013 - 20:22

Funcionários não conseguiram chegar a unidades, que ficaram fechadas; assim, pais também não puderam trabalhar

Por Flávia Crizanto

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A coordenadora Izabel chegou à creche de Santa Rita, mas 20 funcionários não conseguiram comparecer
A coordenadora Izabel chegou à creche de Santa Rita, mas 20 funcionários não conseguiram comparecer

O segundo dia de greve dos rodoviários deixou mais da metade das 23 creches municipais fechadas em Juiz de Fora. Sem ter como chegar às instituições por causa da falta de transporte, funcionários não compareceram e, entre outros casos, os próprios responsáveis não levaram os assistidos. A situação afetou pelo menos 1.200 crianças de até 4 anos de idade. Além das creches, a Escola Municipal Marília de Dirceu, no Bairro Filgueiras, região Nordeste, também não funcionou. Na Zona Norte, a direção da Escola Municipal Cecília Meireles optou por colocar alunos de turmas diferentes na mesma sala, para compensar a falta de alguns professores e evitar que os estudantes voltassem para casa. De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura, o serviços de saúde não chegaram a ficar comprometidos, mas houve atraso na abertura de alguns locais, como na Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps) do Bairro Industrial.

A coordenadora de creche do Bairro Santa Rita, Zona Leste da cidade, Izabel Cristina de Oliveira, 53 anos, moradora do São Benedito, na mesma região, até conseguiu chegar ao trabalho, mas precisou montar um esquema diferente do que costuma fazer em dias de funcionamento normal do transporte público. "Peguei uma carona até a metade do caminho e depois precisei arrumar um táxi, tanto na terça quanto na quarta. O que representa um custo de pelo menos R$ 24 por dia." Mas ao contrário de Izabel, outros 20 funcionários, que, segundo ela moram mais distante, não conseguiram comparecer e, por isso, as crianças tiveram que ser dispensadas. "Os dois empregados que vieram é porque vivem perto, mas, mesmo assim, tiveram que subir todo esse morro a pé. Aqui é alto, e eles geralmente precisam do ônibus."

Sem ter com quem deixar a filha pequena, a representante de atendimento de call center, Eliana Campos, 30, faltou pelo segundo dia consecutivo ao trabalho. A criança de 4 anos costuma ficar na creche do Bairro Nossa Senhora Aparecida, região Leste, que também não abriu. "Se o local estivesse funcionando, eu até tentaria ir de algum jeito para o meu trabalho na Zona Norte, mas sem ônibus e sem creche fica realmente muito complicado."

Apesar de não ter sido registrada a paralisação de outros setores de serviços na cidade, a greve comprometeu a realização de alguns ou foi responsável pelo atraso de outros. Foi o caso do mutirão de varrição que estava programado para o Bairro Manoel Honório e não pode ser realizado ontem. A entrega de óculos para 17 alunos da Escola Municipal Amélia de Freitas também teve que ser cancelada. Na UFJF, diversos alunos não conseguiram chegar para assistir às aulas. A orientação da instituição é para que os estudantes entrem em contato com os professores e tentem fazer o reagendamento das atividades perdidas, como provas. A Superintendência Regional de Ensino (SRE) não registrou problemas no funcionamentos dos estabelecimentos de educação da rede estadual .

 

 

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