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10 de Junho de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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As greves dos professores das escolas públicas de Juiz de Fora, além de causarem prejuízos na educação dos alunos, refletem diretamente no cotidiano das famílias. Algumas mães que trabalham fora não têm com quem deixar os filhos no horário que deveriam estar nos colégios. Sendo assim, é necessário alterar o horário do serviço, com risco de perder o emprego.

A empregada doméstica Cristiane, que pediu para ter o sobrenome preservado, conta que teve que solicitar mudança no seu horário de trabalho para conseguir cuidar da filha de 7 anos que estuda das 13h às 17h na Escola Municipal Professor Oscar Schmidt, no Bairro Santa Rita de Cássia, região Leste. Ela trabalhava até às 17h, mas agora precisa sair do serviço às 14h, pois a sua sobrinha de 14 anos, que tem cuidado de sua filha no período da manhã, estuda à tarde. A situação de Cristiane é ainda mais crítica, já que sua filha tem síndrome de Down e faz tratamento toda segunda-feira na Apae, mas a associação também não está em funcionamento. "Está complicado para todos. Mas ainda tive a sorte de a minha patroa entender o que está acontecendo e permitir que eu saia todos os dias mais cedo até que tudo se resolva", comenta.

Edna da Costa Gomes realiza faxinas em residências. Apesar de possuir trabalho com horário mais flexível, também teve danos. Ela diz que, com frequência, tem deixado de realizar as suas atividades, para ficar com as filhas de 6 e 3 anos. Com as aulas em andamento, tudo é mais tranquilo para Edna, pois as meninas ficam no colégio das 7h às 11h na Escola Municipal Emei Professora Edith Merhey, no Bairro Santo Antônio, região Sudeste.

A dona de casa Andreia Bastos de Oliveira comenta que possui filhos de 3, 4, 7 e 9 anos. Com os filhos em casa, ela afirma que é mais complicado para fazer todas as tarefas domésticas. As dificuldades também estão presentes em outras atividades do seu cotidiano, como sair para pagar as contas da residência e até mesmo realizar consultas médicas. O mesmo ocorre com Deuseni Pimentel. Seu filho mais novo, de 6 anos, estuda no período da tarde na Professora Edith Merhey. "Eu sempre marcava para fazer tudo no horário que ele ficava na colégio. Agora é muito difícil para sair e resolver minhas coisas, porque não tenho com quem deixá-lo."

Situação das greves

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), após o movimento realizado na última quarta-feira, em Belo Horizonte, na cidade administrativa, as aulas nas escolas estaduais retornaram na sexta-feira. Contudo, ainda não foram finalizadas as negociações com os professores. Uma reunião está agendada para amanhã na capital mineira.

Em relação às escolas municipais, os professores decidiram na última sexta-feira, em assembleia, manter a greve mesmo após a apresentação de nova proposta pela Prefeitura de Juiz de Fora. Segundo o Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF), outra assembleia será realizada às 15h desta terça-feira (10), no Ritz Plaza Hotel.

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