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11 de Abril de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Os atendimentos de urgência e emergência no Hospital Regional João Penido, localizado no Grama, região Nordeste, estão suspensos desde esta quinta-feira (10) para a realização de obras na unidade. A intervenção obriga os usuários do SUS a procurarem este tipo de atendimento nas unidades de pronto atendimento (UPA) dos bairros São Pedro, na Cidade Alta, Santa Luzia, na região Sul, e Nova Era, na Zona Norte.

O diretor do João Penido, Márcio Itaboray, observa que o hospital não está referenciado no serviço de urgência e emergência do Samu Regional, o que significa que os pacientes socorridos pelo serviço não são mais encaminhados para a unidade. Ainda segundo Márcio, antes da implantação do novo Samu, a unidade atendia cerca de 200 pacientes diariamente. O número caiu para aproximadamente 30 usuários/dia até esta quinta. "Nós esperamos a implantação efetiva do Samu Regional para darmos início às obras. A reforma do setor de urgência e emergência deve demorar de 30 a 40 dias. Durante esse período, não vamos realizar os atendimentos de porta aberta. No entanto, os outros setores estão funcionando normalmente."

O diretor contou que ainda não sabe se, após a conclusão das reformas, a unidade voltará a realizar atendimentos de urgência e emergência. "Se a Prefeitura nos solicitar, estaremos prontos para voltar a receber essa demanda." O secretário-executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos, vê com preocupação o fechamento desta área no hospital. "A gente aceita que o serviço seja suspenso para a finalização da reforma que já estava em andamento, mas a suspensão permanente da emergência não pode acontecer porque o João Penido é referência regional."

Outra questão levantada por Jorge é o aumento da procura nas demais unidades de saúde. "Se sem essa demanda extra, as UPAs já estavam lotadas, imagina agora." Segundo a subsecretária de Urgência e Emergência, Adriana Fagundes, os atendimentos que serão realizados pelas UPAs com a suspensão do serviço do João Penido não será uma demanda extra. "A população das regiões e bairros vizinhos às unidades já é contabilizada no momento da estipulação de quantidade de médicos e exames. A capacidade técnica já é calculada para atender a esses usuários."

Apesar da distância que os pacientes terão que percorrer para conseguir atendimento, Jorge acredita que é um desconforto necessário. "O hospital não pode atender no meio da poeira. Só esperamos que esse desconforto não seja contínuo."

Obras

Além da troca de pisos e instalações do setor de urgência e emergência, o João Penido ganhará um almoxarifado, um centro de estudos e 20 novos leitos de Centro de Terapia Intensiva (CTI) adulto. A previsão é de que as obras no hospital sejam concluídas até o fim do ano.

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