Publicidade

25 de Junho de 2014 - 07:00

Após sucessivos adiamentos, obra deve estar concluída em março de 2015 e abertura está prevista para 90 dias depois; R$ 16 mi são esperados para concluir trabalhos

Por Kelly Diniz

Compartilhar
 

Com o anúncio da liberação de R$ 16 milhões para concluir a obra do Hospital Regional de Urgência e Emergência, a nova previsão é de que a unidade esteja em funcionamento daqui a um ano. A expectativa é de término da estrutura física em março de 2015 com prazo de mais 90 dias para aquisição de equipamentos e início dos trabalhos. Desta forma, o quadro da saúde pública em Juiz de Fora e região pode sofrer melhorias, já que hoje há uma sobrecarga, principalmente na urgência. 

A verba anunciada pelo governador do Estado Alberto Pinto Coelho (PP), no início deste mês, deverá ser recebida de acordo com o andamento do serviço. A informação é do secretário de Obras do município, Amaury Couri, que esteve nesta terça-feira (24) no prédio em construção junto com a Tribuna, no Bairro São Dimas, Zona Norte, próximo à rodoviária.

O hospital começou a ser erguido em 2010 e teve os trabalhos interrompidos em outubro 2012 devido a problemas com a empreiteira. O secretário de Obras, Amaury Couri, contou que "para que não haja hiato entre o término da obra e a instalação do equipamento hospitalar, no próximo semestre, deve ser aberta licitação para a compra desses equipamentos". Ele ressaltou, no entanto, que, por se tratar de ano eleitoral, pode haver atrasos na licitação, mas a expectativa é que seja feita até dezembro deste ano.  

Apesar do prazo otimista dado pela Secretaria de Obras, o presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, vereador Wanderson Castelar (PT), teme que a Prefeitura não possua quadro de profissionais suficientes para colocar o hospital em funcionamento em um curto prazo de um ano. "Temos como exemplo o HPS (Hospital de Pronto Socorro) que é muito menor, e há sempre falta de recursos humanos." Ele também questiona a lógica da regionalização da saúde e do enfraquecimento de hospitais locais em detrimento de um hospital regional. "O hospital de Rio Novo está sendo fechado, e o próprio HPS foi rebaixado. Isso tudo antes do Hospital Regional funcionar." O secretário-executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos, também possui dúvidas em relação à regionalização da unidade. "Se o hospital é regional, a quem caberá a administração? Será uma gestão compartilhada? Essas questões, para nós do Conselho, ainda é objeto de muita discussão. Também existe uma indefinição se será um hospital somente de urgência e emergência ou se será um hospital geral. Eu entendo que seria um ganho para a população se fosse um hospital geral."

 

Orçamento

Dos R$ 63 milhões do último contrato, foram gastos, até o momento, cerca de 26% desse valor, segundo Amaury Couri. Conforme a subsecretária de Coordenação e Projetos da Secretaria de Obras, Roberta Ruhena, a parte mais onerosa da obra são as instalações elétrica, hidráulica, de gases medicinas, ar-condicionado, oxigênio entre outras, chegando a custar até 70% do orçamento.

Até a conclusão, a unidade hospitalar terá custo de aproximadamente R$ 107 milhões. Em 2010, quando a primeira licitação foi encerrada, o valor acordado era de R$ 42 milhões. A soma do recurso empregado pela gestão passada (R$ 28 milhões), da nova licitação (R$ 63 milhões) e do recurso adicional (R$ 16 milhões) indica que a obra ficou 154% mais cara do que o previsto inicialmente.

De acordo com Amaury, quando a atual gestão iniciou os trabalhos no hospital, estavam prontas a estrutura e a alvenaria. Foram realizadas auditorias no prédio, e verificou-se a necessidade de elaboração de projetos complementares. O projeto inicial também não previa a construção do prédio do Samu Regional. 

 

Leitos

O Hospital Regional disponibilizará 176 leitos de enfermaria, 50 leitos de UTI, além de leitos complementares como observação da emergência e salas de recuperação pós-anestésicas. A unidade hospitalar será formada por quatro blocos. No bloco A, ficará o setor administrativo, além de lavanderia, refeitório, vestiário entre outros. No bloco B, quatro andares serão de enfermarias, sendo 102 leitos de clínica médica, 20 de cuidados intermediários para adultos, 29 leitos de clínica cirúrgica, 15 de pediatria e outros 20 leitos não especificados. No bloco C, ficarão os 50 leitos de UTI, além de um ambiente de pediatria com um consultório, um leito isolado e três leitos de observação. Ainda haverá neste bloco leitos de hemodinâmica, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros serviços de apoio diagnóstico e terapêutico. Já o bloco D, será o cirúrgico, com nove salas destinadas às cirurgias (ver quadro).

De acordo com o fiscal de obras, o hospital contará com aquecimento solar e com reutilização de água cinza (água proveniente das torneiras e chuveiros), que será tratada e reaproveitada para o esgoto sanitário. 

Cada bloco está em fase diferente de andamento da obra. Os blocos B e C estão no chamado acabamento grosso, sendo finalizada a colocação de tubulações e dando início às instalações. Já no bloco D, o piso cerâmico já foi colocado, as instalações estão sendo finalizadas, e a próxima etapa será de acabamento fino. Também está sendo feita a captação de água pluvial que será interligada à rede existente. Ao todo, cerca de 160 operários atuam no local.

Segundo Amaury, as obras estão com um atraso de 15 a 20 dias. "Mas é um tempo pequeno, que pode ser recuperado." Ele ressaltou que há dificuldades na aquisição de mão de obra e que há muita rotatividade de serventes. O secretário contou que, a partir de julho, um engenheiro hospitalar dará consultoria no empreendimento. "Ele poderá prever possíveis imprevistos que possam acontecer após o funcionamento do hospital."

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você leva em consideração a escolaridade do candidato na hora de votar?