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17 de Dezembro de 2013 - 07:00

Por Kelly Diniz

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Edgar do Amaral Santos, da Ufop, estuda atualmente na University of Arizona
Edgar do Amaral Santos, da Ufop, estuda atualmente na University of Arizona
Aluno de farmácia na UFJF, Renan Carvalho passou um ano em Paris
Aluno de farmácia na UFJF, Renan Carvalho passou um ano em Paris

O sonho de morar fora do país e estudar em uma grande universidade está cada vez mais perto dos alunos de graduação, pós-graduação, doutorado e mestrado, este último, anunciado no início do mês pela presidente Dilma Rousseff, com vagas somente para os Estados Unidos. Criado em julho de 2011 pelo Governo federal, o "Ciência sem fronteiras" já enviou 37.800 estudantes do Brasil para o exterior. A meta é conceder 101 mil bolsas até 2015. Somente na UFJF, cerca de mil universitários foram homologados para realizar o programa. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento - CNPq e Capes -, e secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC. Atualmente, o programa conta com 20 países de destino.

De acordo com a secretária de Relações Internacionais da UFJF, Rossana Melo, a intenção é "expor os jovens a ambientes desafiadores e, com isso, não só ampliar sua formação, como estimular sua criatividade". Os participantes recebem por mês, durante toda a sua estadia no país visitante, recursos do Governo para financiar as despesas pessoais, além de seguro-saúde e auxílios instalação, deslocamento para aquisição de passagens aéreas e material didático. Os valores mudam de acordo com o destino. Rossana acredita que não há excelência acadêmica sem internacionalização."Hoje, com o mundo globalizado, o fato de se ter estudantes de diferentes nacionalidades significa também pensar de forma unificada os desafios globais. É preparar os universitários para pensarem juntos."

 

Vivenciando experiências

Renan Carvalho, 23 anos, cursa farmácia na UFJF. Ele voltou em agosto de Paris, na França, onde morou por um ano. Foi pensando na carreira acadêmica, a qual ele pretende seguir, que Renan optou pelo Instituto Pasteur quando se inscreveu no "Ciência sem fronteiras". "O que eu fiz lá é o equivalente ao mestrado aqui. Eu não saí com o título, mas, assim que me formar, posso ir direto para o doutorado."

O estudante de engenharia geológica da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) Edgar do Amaral Santos, 22 anos, mora atualmente na cidade de Tucson, nos Estados Unidos, e estuda na University of Arizona. Ele viajou pelo "Ciência sem fronteiras" em janeiro deste ano e ficará no país até agosto do ano que vem. "Aqui nos Estados Unidos, a individualidade das pessoas é muito valorizada. Então, sempre tive que buscar resolver qualquer assunto por mim mesmo."

Tanto Renan quanto Edgar ressaltam a importância do intercâmbio para a vida profissional, acadêmica e pessoal deles. "O intercâmbio me trouxe muita maturidade para a pesquisa, me desenvolveu. Com ele, eu pude ver como a ciência é feita no exterior", afirma Renan. "Eu tive a oportunidade de visitar muitos lugares e conhecer outra cultura", enfatiza Edgar.

Segundo a assessoria da Secretaria de Relações Internacionais da UFJF (SRI), para participar do programa, o aluno deve se inscrever nas chamadas no site http://www.cienciasemfronteiras.gov.br. Cada chamada corresponde a um país, e o estudante deverá ficar atento aos requisitos estabelecidos no edital (ver quadro). Para graduação, o processo seletivo para o "Ciência sem fronteiras" só será reaberto no ano que vem. Já os candidatos ao mestrado profissional podem ser inscrever até 31 de janeiro do ano que vem. Para doutorado, estão programadas três chamadas: até 20 de dezembro deste ano, até 22 de abril de 2014 e até 22 de agosto de 2014.

Diego Silva é aluno do curso de engenharia de produção da UFJF e vem se preparando para a seleção do programa há um ano. Ele quer ir para a Hungria e acredita que o maior empecilho foi a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "No ano em que realizei o exame, ainda não era o modelo novo. Com isso, tive que fazer a prova novamente sem ter tempo suficiente para estudar, já que trabalho e faço faculdade."

Edgar aconselha quem pretende tentar uma vaga no programa a estudar a língua do país de escolha. Já Renan ressalta a importância de se qualificar e ter um bom currículo para ser tornar competitivo. "Mas o principal é focar e sonhar. Se você quer alguma coisa e fizer por onde, o universo irá conspirar ao seu favor."

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