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15 de Março de 2014 - 06:00

Por Renata Brum

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Trafegar pelo que é hoje considerado um dos principais corredores de tráfego da cidade, a Avenida Brasil, tem exigido paciência dos motoristas. A fluidez garantida antes pelas três pistas na margem direita da via, sobretudo entre o Manoel Honório e o Poço Rico, está comprometida em razão de importantes intervenções, como a despoluição do Rio Paraibuna - que acontece em trechos distintos simultaneamente -, e com as interdições frequentes e previstas para instalação da estrutura e montagem da Ponte Luiz Ernesto Bernardino Alves Filho, próximo ao Tupynambás, no Santa Tereza. Apesar de necessárias e aguardadas há anos, as obras estão provocando gargalos e consequentes retenções em vias adjacentes. O questionamento dos motoristas não é em relação às intervenções, mas sim à ausência de orientações do órgão de trânsito sobre alternativas em todos os trechos em obras. A presença de agentes de trânsito nos pontos é esporádica e, como as intervenções acontecem no corredor de tráfego que coincide com a BR-267, muitos visitantes ficam perdidos.

As intervenções começam na Vila Ideal, na Avenida Francisco Valadares, na altura do Matadouro Municipal, onde o trânsito foi direcionado para uma pista. A partir do entroncamento da via com a Brasil, o tráfego também está interditado, a princípio, até a próxima quarta-feira em razão das intervenções para implantação das estruturas da Ponte Luiz Ernesto Bernardino Alves Filho. A obstrução pode ser estendida até dia 23. Com a interdição, caminhões que seguem pela BR-267 precisam continuar na Francisco Valadares até acessar a Rua Osório de Almeida, passando por dentro do Poço Rico."O trânsito está um caos, porque todos caem no mesmo lugar, e não há alternativas e nem orientação de agentes", reclamou o mecânico Jean Carlos Martins, 31 anos.

Como no bairro a Rua da Bahia também sofre intervenção para implantação de redes de esgoto no projeto de despoluição do Paraibuna, os transtornos são ainda mais notados. As retenções afetam vias adjacentes como Pinto de Moura, da Bahia, Espírito Santo, margem direita da Avenida Brasil (entrada da Ponte Nelson Silva) e Francisco Bernardino.

 

Ponte fechada

Neste sábado (15), a previsão é de que situação se complique mais com o fechamento da Ponte Nelson Silva temporariamente, após as 15h, para passagem de uma carreta que transportará, na contramão, os arcos da estrutura da margem esquerda para a direita do Paraibuna. Ainda na região, entre a Pavan e o Bairro Costa Carvalho, a margem esquerda também tem o trânsito interrompido, mas devido às obras de despoluição do Paraibuna. Quem segue no sentido Bairro de Lourdes tem a passagem liberada, mas os condutores que seguem em direção ao Centro precisam acessar a Avenida Sete de Setembro.

Há ainda outros pontos de retenção na Brasil devido às obras de despoluição do Paraibuna, programa que representa um investimento de mais de R$ 130 milhões no saneamento básico do município. Na região entre as ruas Marechal Setembrino, na altura do Ladeira, e Halfeld são pelo menos três frentes de obras, afunilando o trânsito (ver quadro). Atrás do Sport Club, duas das três pistas estão fechadas.

Para o mestre em engenharia de transportes José Luiz Britto Bastos, as obras são fundamentais para o desenvolvimento da cidade, porém, ele critica a falta de orientação. "A despoluição do rio é uma reivindicação antiga de todos, e as obras viárias, com as trincheiras, permitirão que a Avenida Brasil se transforme, de fato, no principal eixo estruturador do tráfego. As obras são necessárias, mas a Settra peca em não suprir as vias com agentes."

 

 

Sinalização de trechos está prevista em contrato

O diretor de desenvolvimento e expansão da Cesama, Marcelo Mello do Amaral, diz que há transtornos porque a Avenida Brasil é estratégica. "Estamos fazendo de tudo para minimizar o impacto no trânsito. A sinalização está prevista no contrato, e a empresa que realiza as intervenções terceirizou uma outra para realizar a sinalização nas várias frentes de trabalho. Foi feito um pré-projeto e o mesmo aprovado pela Settra. E há reuniões constantes com a Settra para definir sobre as intervenções, se serão tratadas localmente com sinalização ou se haverá desvios de trânsito. A restrição em alguns pontos tem sido melhor para que os motoristas se acostumem", explicou Marcelo. Segundo ele, conforme o cronograma inicial, a previsão de conclusão das obras de despoluição é o primeiro semestre de 2015. "Vamos fazer de tudo para terminar as intervenções na Brasil entre a Rio Branco e a Itamar Franco até o final deste ano. Mas é importante frisar que é um processo interativo e que, muitas vezes, vale a pena diminuir uma frente de serviço para não causar tanto transtorno à cidade, por isso toda semana está havendo reunião com a Settra para discutir isso."

O secretário de Obras, Amaury Couri, também destacou: "Essa é a segunda obra viária executada. Tentamos intervir minimamente. Está afetando mais quem chega na cidade pela União e Indústria e tem que passar pelo Poço Rico. A questão é que as obras coincidiram com as do Eixo Paraibuna. Por isso as ações são programadas geralmente com 20 dias de antecedência, mas há atrasos. Essa primeira etapa, que vai interferir mais no trânsito, tem previsão de ser concluída até o próximo domingo. Depois é a fase de soldagem, o que não interfere muito no tráfego e, após, a instalação da laje. Só com o acabamento de pavimentação voltará a haver interferência no fluxo."

A Settra, por meio da assessoria de comunicação, informou que trabalha no planejamento e orientação da elaboração dos projetos de sinalização em conjunto com a pasta responsável por cada obra. Apesar de não realizar operações nos pontos - com agentes fixos em cada intervenção -, a secretaria garante que faz o monitoramento das áreas, e, quando é detectado algum engarrafamento, age no ponto em questão. A Settra ressaltou também que é responsabilidade das empresas a implantação da sinalização, mas que cabe aos agentes a fiscalização.

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