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03 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Marcação com cavaletes impede tráfego na avenida
Marcação com cavaletes impede tráfego na avenida

Um trecho da Avenida Itamar Franco próximo à Acispes, no Bairro São Mateus, está com parte de uma pista interditada há um mês, o que requer atenção redobrada de quem passa na via. O problema afeta uma área de descida da avenida até próximo a um ponto de ônibus. "Esta situação atrapalha os passageiros, já que o coletivo demora mais para chegar. Já presenciei motoristas descendo pela parte interditada", declarou a assistente administrativa Daniely da Silva, 19 anos. Para o motorista de ônibus Alexandre da Silva Alvarenga, 26, quando chove, o quadro é pior. "Temos que mudar de pista, e os condutores não nos dão a preferência." A fisioterapeuta Cristina Soares, 29, completa: "Passo por aqui todos os dias e tenho receio. Nos horários de pico, a situação é mais perigosa". O manobrista Walace Tadeu da Silva, 29, também reclama: "Depois do trecho interditado, passei para o lado direito da pista, o motorista que vinha atrás estava no celular e nem me viu. Isso pode causar um acidente."

A circulação no segmento está impedida desde 2 de dezembro, depois que fortes chuvas atingiram a região e causaram  erosão provocadas por rupturas na rede de drenagem da via. O problema no sistema de captação foi consertado imediatamente pelo Poder Público, no entanto, um trecho continuou interditado próximo ao local onde existe uma construção particular. O secretário de Obras, Amauri Couri, disse que, na ocasião, a construtora reclamou de um vazamento na rede pluvial, que atingia o terreno. "A construtora relatou que poderia haver desmoronamento na área e por isso providenciou a interdição do trecho. A Defesa Civil esteve no local e fez um laudo. A pedido da construtora, acionamos a Settra para que a sinalização na via fosse adaptada. Quero ressaltar que toda intervenção feita em terreno particular é de responsabilidade do proprietário, a Prefeitura nada tem a ver com isso. O trecho está interditado por causa da obra da construtora." Por meio de nota, a Secretaria de Obras informou que, na época, realizou a limpeza de todas as bocas de lobo no trecho entre o viaduto e o Hospital Maternidade Therezinha de Jesus. Segundo o órgão, o vazamento que ocorreu na rede em dezembro em nada tem a ver com o problema que aconteceu no terreno particular.  

De acordo com a assessoria da Settra, a sinalização com cavaletes que está na via é da Prefeitura e foi solicitada pela Defesa Civil. Segundo a Defesa Civil, a área foi interditada por medida de segurança, para que a obra não cause transtornos na via. O órgão ainda informou que a construtora contratou uma firma especializada para dar agilidade aos serviços. Segundo a pasta, o trecho só será liberado quando os trabalhos forem concluídos.

A direção da construtora, por sua vez, disse que parte da rua ainda está interditada pelo fato de os órgãos públicos ainda não terem terminado o serviço de substituição e manutenção da rede pluvial da avenida, que teve a parte de cima substituída parcialmente. No entanto, a Prefeitura diz já ter encerrado sua parte. Um laudo feito por um geógrafo a pedido da empresa foi encaminhado à Prefeitura, constatando que a rede pluvial deveria ser substituída. A empresa informou também que, enquanto o Poder Público não realiza a obra, outros serviços no terreno da construtora estão sendo feitos já que o muro de contenção não pode ser construído, pois depende da conclusão das obras públicas. Na próxima semana, a construtora deverá procurar a Administração Municipal para cobrar uma posição em relação ao caso.

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