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28 de Maio de 2014 - 07:00

Apesar de agilizarem trabalho, nomeações não solucionam problema de horário de funcionamento do IML

Por Tribuna

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Quatro médicos-legistas e cinco peritos criminais irão integrar a 1ªDelegacia Regional de Polícia Civil com sede em Juiz de Fora. A falta destes profissionais para atender a cidade é uma demanda antiga da categoria. Por meio de reportagens feitas anteriormente, a Tribuna revelou a situação grave enfrentada pela população que reclama da demora na liberação de corpos, assim como a lentidão na confecção e entrega dos laudos, o que reflete nas investigações e na conclusão de inquéritos. Sem falar das dificuldades enfrentadas pelos profissionais diante da falta de infraestrutura adequada e do quadro reduzido de funcionários. De acordo com a assessoria da Polícia Civil de Juiz de Fora, os quatro médicos legistas designados para atuarem na cidade já estão trabalhando no Instituto Médico Legal (IML). Já os cinco peritos nomeados nesta terça-feira (27) em Belo Horizonte aguardam as designações a serem publicadas no Diário Oficial, para posteriormente serem encaminhados para a cidade.

Entretanto, as nomeações não resolvem o problema de funcionamento do IML, que fica fechado à noite. O chefe do 4º Departamento de Polícia Civil José Walter Mota Matos explica que a vinda de novos profissionais vai agilizar as demandas, mas apenas minimiza os problemas. "Independente da vinda de novos profissionais, nós continuamos a trabalhar para a vinda do Posto de Perícia Integrada (PPI) para Juiz de Fora. Com a construção do PPI, nós vamos ter a possibilidade de ampliar o número de profissionais que vêm para a cidade e assim atender a demanda. No estado só nove cidades possuem o posto e Juiz de Fora não pode ficar de fora, por sua importância. É uma cidade polo, líder na Zona da Mata." Segundo Matos, o que impede a vinda do posto, no momento é a burocracia. "O local da obra já foi definido, o projeto já foi aprovado e só falta alguns detalhes burocráticos para a liberação do financiamento, e nós estamos batalhando para isso."

A expectativa do chefe do 4º Departamento com a vinda dos profissionais é a redução no tempo de espera para a liberação de corpos, respeitadas as restrições do Conselho de Medicina. "Esperamos também poder confeccionar laudos de uma maneira mais rápida para instruir os inquéritos policiais."

Em todo o estado a Polícia Civil do Estado está designando 120 médicos-legistas e 95 peritos criminais para 17 departamentos do estado. Segundo a assessoria da corporação outros quatro médicos-legistas foram designados para atuarem no 4ºDepartamento de Polícia Civil, constituído também pelas Regionais de Ubá, Leopoldina e Muriaé. Porém, o número de profissionais que irão atuar em cada sede não foi divulgado.

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