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24 de Janeiro de 2014 - 13:06

Por Eduardo Valente

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Toldo no estacionamento de loja desabou
Toldo no estacionamento de loja desabou

Atualizada às 21h17

A tempestade da noite de quinta-feira (23) assustou moradores pela grande incidência de descargas elétricas. De acordo com levantamento do setor de meteorologia da Cemig, foram 404 raios entre 18h e 23h, sendo 333 apenas das 20h às 21h. Neste mesmo período, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou acumulado de 22,8 milímetros de chuvas, que vieram acompanhadas de rajadas de ventos de 58 km/h. Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a quantidade de descargas é considerada alta. Para se ter ideia, no último temporal que atingiu o município, na sexta-feira da semana passada, a Cemig contabilizou 62 eventos em uma hora. Naquele dia, choveu 40,4 milímetros.

  Conforme o professor do curso de engenharia elétrica da UFJF, Paschoal Tonelli, especialista em áreas de proteção contra descargas atmosféricas, a região de Juiz de Fora sofre com a incidência de raios devido à proximidade com a Mata Atlântica, associada à topografia, ao clima e a umidade, as quais contribuem para a formação das nuvens de tempestade. "Em todo o ano, são mais de cem dias com registros de descargas na cidade", explicou. Segundo levantamento do Elat, o município é o quinto do país no ranking de raios, sendo o primeiro do estado.  

A grande incidência é sinal de alerta para a população, que precisa se proteger para evitar danos materiais. "As edificações necessitam de um sistema de proteção adequado contra descargas atmosféricas. Este sistema deve ser estudado e planejado. Não basta instalar um para-raios e aterrá-lo sem conhecer o entorno. É muito importante que o engenheiro faça exame do solo, com sondagem elétrica para verificar quanto o terreno suporta." Para se ter ideia da força de um raio, Tonelli diz que ele pode até furar uma estrutura de telha metálica.

Além dos cuidados na edificação, outros devem ser adotados. Isso porque as descargas podem entrar nos imóveis por meio de fios de telefone, de energia elétrica e até por cabos ligados às antenas parabólicas. Nestes casos, a recomendação é que se utilizem estabilizadores de tensão e filtros de linhas incorporados para evitar danos aos equipamentos elétricos. 

 

Defesa Civil

Após a tempestade de quinta-feira, a Defesa Civil atendeu a dez ocorrências no município. Dessas, seis foram registradas na Zona Norte, duas na Leste, uma na Cidade Alta e outra na Sul. Outro caso, não atendido pelo órgão, foi o da queda de um toldo no estacionamento da Mundial Acabamentos, na Avenida Brasil, no Bairro Costa Carvalho. De acordo com o gerente do estabelecimento, Emerson Antônio da Silva, o vento forte e a chuva destruíram a estrutura, que não poderá ser reaproveitada.

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