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01 de Abril de 2014 - 07:00

Vítima foi mulher de 34 anos, que estava grávida e deixou sete filhos

Por Kelly Diniz

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A mulher de 34 anos que estava internada no Hospital Maternidade Therezinha de Jesus com dengue morreu na madrugada do último domingo (30). O primeiro laudo da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde confirmou que a causa do óbito foi a forma mais grave da doença: febre hemorrágica. Com o caso, Minas já soma quatro mortes por dengue em 2014.

De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde de Juiz de Fora, Magda Ferreira, a vítima era moradora do Bairro Vila Esperança I, na Zona Norte, estava grávida de seis meses e deu entrada no hospital no dia 22 de março, com quadro de pneumonia. Ela apresentava cefaleia, febre, dor nos olhos e sinais de hemorragia. Na madrugada da última sexta-feira, os sintomas foram agravados, e a paciente perdeu o bebê. A mulher deixou sete filhos.

"No último sábado, os agentes foram à casa da vítima e fizeram tratamento com bomba costal e o bloqueio da rua. Hoje (segunda) a equipe retornou ao local para seguir com a investigação nas ruas adjacentes. Vale ressaltar que os agentes já tinham passado na via no dia 7 de março, mas, estamos enfrentando muitas recusas e casas fechadas", afirma Magda. Ela também conta que as equipes irão começar a trabalhar nos fins de semana para tentar encontrar os moradores das casas fechadas.

 

Classificação

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Ministério da Saúde está classificando a doença em três novas categorias: dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave. Desde janeiro, o estado já registrou três óbitos: um na cidade de Paracatu e dois em Passos, todos classificados por dengue grave. A assessoria da SES informou que ainda não foi notificada sobre a morte em Juiz de Fora que, provavelmente, será classificada também como dengue grave.

 

Mutirões

Acontece nesta terça, na Zona Norte, o primeiro mutirão contra a dengue de 2014. Trinta caminhões irão passar pelos bairros, recolhendo materiais que possam servir como criadouros do Aedes aegypti. O serviço deve começar às 8h30, encerrando-se às 16h. Segundo a subsecretária, três carros de som circularam na região, durante a última semana, avisando sobre o mutirão. Também foram realizadas panfletagens sobre os cuidados que devem ser tomados para combater os focos do mosquito. "Queremos que a população retire itens como pneu, piscina, lona velha, material de construção, entre outros", enfatiza Magda.

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