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14 de Dezembro de 2013 - 07:00

Por Tribuna

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Cratera se formou em via do Bairro Jardim do Sol
Cratera se formou em via do Bairro Jardim do Sol
Boca de lobo que está com a grade quebrada na Rua Barão de São Marcelino
Boca de lobo que está com a grade quebrada na Rua Barão de São Marcelino
Buraco na Rua Santos Dumont foi fechado após acidente, mas voltou a abrir após as chuvas
Buraco na Rua Santos Dumont foi fechado após acidente, mas voltou a abrir após as chuvas

Um caminhão carregado de pó de pedra e brita tombou nesta sexta-feira (13) depois que o asfalto cedeu na Rua Cesário Alvim, região central. O veículo ocupou metade da pista, prejudicando o trânsito da via. Após as últimas chuvas, vários buracos surgiram no asfalto da cidade. Em alguns locais onde houve recapeamento antes do temporal de terça-feira, as erosões voltaram. É o caso da Rua Santos Dumont, no Bairro Granbery, também na região central. Na semana passada, um motorista teve os dois pneus rasgados depois que seu carro caiu em um buraco na via. A cratera foi fechada logo após o acidente, mas voltou a abrir após as chuvas. "Constantemente este buraco se abre na rua, já que veículos pesados passam pelo local, o que ajuda ainda mais a afundar o asfalto", conta o comerciante Bernardo Marques Ramos, 31 anos.

Na Rua Dr. Moacyr Siqueira, no Bairro Jardim do Sol, Zona Sudeste, o temporal de terça-feira rompeu a tampa do bueiro e abriu uma cratera na via. Moradores colocaram um galho de árvore para alertar os condutores. "Quando chove, a rede não aguenta a quantidade de água e rompe", afirma o aposentado Benedito Mugnezi, 63. Outro caso que requer atenção é na Rua Barão de São Marcelino esquina com a Rua Severino Meireles, no Bairro Alto dos Passos, região Sul. No local existe uma boca de lobo que está com a grade quebrada, o que contribui para aumentar a exposição do buraco.

Ainda na região Sul, na Rua Bady Geara, no Bairro Santa Efigênia, as chuvas dos últimos dias aumentaram as erosões no asfalto. "A dona de uma loja colocou um caixote para alertar os motoristas, mas o ônibus passou e tirou tudo. Está muito perigoso", conta a vendedora Claudia Maximiano, 28. A acompanhante Margarida de Fátima dos Reis, 60, passa pela via todos os dias e revela que quando o córrego transborda a situação é ainda pior. "Temos dificuldade até para atravessar. Tenho medo do carro do meu marido quebrar. A rua é muito movimentada, o que a torna mais perigosa." Na Rua Pedro Henrique Krambeck, no Bairro São Pedro, Cidade Alta, um buraco na pista requer atenção dos motoristas. O orifício já acumula água e pedaços de madeira.

De acordo com a Empav, a operação tapa-buraco é feita frequentemente durante todo o ano, mas as ações são intensificadas no período chuvoso, em virtude do maior aparecimentos dos problemas no asfalto. Cinco equipes trabalham para tentar atender a demanda. Porém, segundo o diretor-técnico da empresa, René Vieira Filho, o período de ação dos servidores é reduzido durante a chuva, já que é preciso esperar o tempo melhorar para fazer os reparos. "Nossa prioridade é atender inicialmente as vias com transporte coletivo e as de maior movimentação. Posteriormente, vamos atender as outras vias dos bairros."

Ainda de acordo com o diretor-técnico, o aparecimento frequente de buracos em algumas ruas se deve ao fato da vida útil do asfalto. "Temos vias com asfalto de 20, 30 anos. Poucas ruas na cidade tiveram um projeto de pavimentação. Com a idade avançada, o asfalto começa a oxidar, a água penetra no pavimento, que não tem estrutura projetada para suportar isso, e começam a aparecer os buracos. Hoje a massa que nós usamos, que é o concreto betuminoso usinado a quente, é o produto mais nobre que existe para tapar buraco. Juiz de Fora tem o privilégio de ter uma usina que poucas cidades, inclusive as grandes, têm. Nossa função é procurar dar assistência o mais rápido possível para manter a durabilidade das vias."

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