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03 de Janeiro de 2014 - 07:00

Mais de 200 buracos foram contabilizados pela Tribuna em trecho de 14 quilômetros da BR-267, entre Retiro e divisa de JF com Bicas

Por Renata Brum

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Sequência de buracos desafia usuários da 267, entre JF e Bicas
Sequência de buracos desafia usuários da 267, entre JF e Bicas
Placas se soltam do asfalto no km 72, no mesmo trecho da 267
Placas se soltam do asfalto no km 72, no mesmo trecho da 267
Em segmento que coincide com a União e Indústria, pista cedeu e está sendo arrumada
Em segmento que coincide com a União e Indústria, pista cedeu e está sendo arrumada

Os juiz-foranos que voltaram de viagem entre os feriados prolongados do Natal e Ano-Novo encontraram estradas esburacadas e com quedas de barreiras em alguns trechos, resultado das últimas chuvas de 2013. Na BR-267, o cenário é bem diferente do de dez dias atrás quando a Tribuna percorreu o trecho entre Leopoldina e Juiz de Fora, ocasião em que o pavimento asfáltico estava em boas condições. Nesta quinta-feira (2), ao retornar ao segmento, somente num trecho de 14 quilômetros, entre o Bairro Retiro e a divisa de Juiz de Fora com o município de Bicas - após a entrada para Sarandira - a Tribuna contabilizou 211 buracos. As falhas entre curvas perigosas surpreendem quem trafega pela rodovia federal de pista simples e sem acostamento. A alternativa é tentar desviar para não cair nos buracos, mas com o fluxo intenso de retorno dos feriados, o risco de perda do controle direcional e de acidentes é elevado.

"Passei ontem (dia 1º) pela BR-267 e estava perto de Bicas no momento da forte chuva, por volta das 23h. Apesar de ter reduzido a velocidade durante a tempestade, a visibilidade ficou comprometida e os buracos escondidos. A cortina de água sobre o asfalto era grande e, por duas vezes, caí sobre as crateras e perdi o controle do veículo. Na segunda vez, o automóvel aquaplanou até a faixa contrária. Felizmente não vinham carros no momento. Por pouco, o carro não rodou", contou um condutor de 26 anos, que voltava do litoral do Espírito Santo.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que o contrato de manutenção para rodovia está em vigência, e a responsabilidade é da empresa MTX Construções e Empreendimentos, que já iniciou o tapa-buracos.

 

Erosão

No trecho da rodovia que coincide com a União e Indústria e também com a área urbana de Juiz de Fora, entre os bairros Graminha e Vila Ideal, também houve problemas. Entre os kms 95 e 96 houve escorregamentos de encostas, mas a pista foi liberada logo após os deslizamentos. Já no km 97, parte da pista sentido Retiro desabou logo após as chuvas de Natal. "Houve um rompimento na tubulação da Cesama que ocasionou a erosão. Boa parte da estrada ficou oca e cedeu. No mesmo dia já começamos a recuperação, e, amanhã (sexta-feira), o trecho será totalmente liberado após o asfaltamento", explicou o encarregado administrativo da MTX Construções e Empreendimentos, Gilberto Dias Berbert. A assessoria de comunicação da Cesama informou que o problema na rede foi ocasionado por conta das chuvas fortes entre Natal e Ano-Novo, mas que a situação já foi resolvida.

Outras estradas federais, como a BR-040, no trecho entre Juiz de Fora e Belo Horizonte, também estão em situação pior do que antes do fim de ano. Muitos buracos se expandiram e obrigam os condutores a invadir a contramão. Nas estradas estaduais da região, como a MG-353, onde os buracos tomavam conta do trecho entre Rio Novo e Guarani, o quadro é ainda mais precário com lama, além das crateras, cobrindo toda pista em muitos pontos.

Balanço do Governo de Minas sobre os estragos ocorridos somente nas estradas estaduais, principalmente nas vicinais, aponta para prejuízos acima da casa de R$ 35 milhões. O Estado faz um levantamento geral para solicitar ajuda financeira ao Governo federal para a reconstrução de alguns trechos.

 

Obras emergenciais

Segundo a assessoria da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas, de imediato, estão sendo realizadas obras emergenciais em estradas mineiras, mas as ações dependem do período de estiagem. Quando as intervenções são realizadas com chuva, aumenta-se o perigo tanto para os profissionais quanto para os usuários. Em situações críticas, a área é isolada e sinalizada. Dependendo do caso, opta-se por tráfego em meia pista, utilização de acostamento ou desvio por outras estradas.

Conforme o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG), dos mais de 200 pontos com restrição de tráfego em rodovias, pelo menos seis são na Zona da Mata, como perto das cidades de Cataguases e Barbacena. Em todos os casos, houve problemas em decorrência das chuvas, e os reparos já foram iniciados. Em 2013, foram recuperados 183 pontos em todo o estado, somando-se gastos da ordem de R$ 330 milhões.

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