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06 de Fevereiro de 2013 - 17:32

30kg de pasta base de cocaína, avaliados em mais de R$ 1 milhão, foram apreendidos em apartamento

Por Marcos Araújo

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Delegado Carlos Eduardo mostra material apreendido
Delegado Carlos Eduardo mostra material apreendido

Atualizada às 21h26

Trinta quilos de pasta base de cocaína, avaliados em mais de R$ 1 milhão, foram apreendidos nesta quarta-feira (6) pela Polícia Civil. O material foi localizado por policiais da 6ª Delegacia, em um apartamento alugado num prédio residencial, na Avenida Rio Branco, na altura do Bairro Alto dos Passos, Zona Sul. O ponto funcionava como laboratório para refino do entorpecente, que era distribuído para diversas regiões de Juiz de Fora, principalmente para a Zona Sudeste. No imóvel, um homem de 28 anos, que seria integrante de uma quadrilha de tráfico de drogas, foi preso. Além da pasta, os agentes encontraram três revólveres calibre 38, uma pistola de uso exclusivo das Forças Armadas, munições - inclusive uma de fuzil -, centenas de pomadas usadas para misturar a coca, éter, 2kg de ácido bórico, quatro balanças de precisão e utensílios, como panelas, liquidificador e até uma macaco hidráulico. Uma motocicleta também foi apreendida durante a ação policial (confira vídeo abaixo).

De acordo com o delegado Carlos Eduardo Rodrigues, que coordenou a operação, as investigações que culminaram na desarticulação do laboratório tiveram início em julho de 2012 e apontavam que o armazenamento e o preparo do entorpecente foram deslocados para aquela região da cidade, a fim de facilitar a distribuição do material, devido ao maior fluxo de pessoas, o que colaborava para despistar a entrega da droga. "Ao longo desses meses, a cada boca de fumo estourada pela 6ª Delegacia, recebíamos informações de onde a cocaína tinha origem. Assim chegamos até o laboratório", afirmou Carlos Eduardo,  acrescentando que na quarta os policiais receberam a notícia de que grande quantidade de tóxico estava no apartamento, o que levou à realização do flagrante. 

 

Forte odor 

Conforme o delegado, o apartamento era alugado e não havia condições de moradia. Apesar do forte odor de entorpecente constatado pelos policiais no andar onde ficava, vizinhos não percebiam movimentação estranha no prédio. "O locatário do imóvel será intimado para prestar informações", destacou o policial. Como apontou a investigação, a quadrilha de traficantes é composta por cerca de dez pessoas, incluído o homem que foi preso e encaminhado ao Ceresp, que tinha a função de distribuir a droga. "Já identificamos quem seria o gerente do esquema e vamos continuar trabalhando para chegar até aos outros envolvidos."

A Polícia Civil informou que o grande volume de cocaína encontrado no apartamento pode ser explicado pela aproximação do carnaval, uma vez que a droga estaria sendo preparada para ser vendida durante o período de festas. "Estimamos que, se a pasta fosse transformada em pó, renderia até 210kg. Já se fosse preparada em forma de crack, geraria até 60 mil pedras", informou Carlos Eduardo Rodrigues. Para desarticular o laboratório de refino, a equipe da 6ª Delegacia permaneceu de campana no local nas madrugadas de terça e quarta-feiras.

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