Um homem que se apresentou como agente de combate à dengue, com a desculpa de verificar os ralos de um imóvel, invadiu uma residência no Bairro Santa Luzia, Zona Sul, anunciou o assalto, rendeu uma diarista, que permaneceu trancada por cerca de quatro horas, e roubou R$ 20 mil reais. O crime foi registrado nesta terça-feira (15), na Rua Porto das Flores, por volta das 16h, depois que o proprietário da casa chegou e encontrou a mulher amordaçada e com as mãos amarradas para trás com fita adesiva. A PM foi acionada e realizou a apreensão de um frasco que continha um pó branco, usado pelo criminoso para jogar nos ralos da casa, simulando uma visita dos agentes da Prefeitura. O material será encaminhado para análise da perícia da Polícia Civil.
Muito assustada, a diarista, 45 anos, contou que, por volta do meio-dia, o homem tocou o interfone, usando uniforme semelhante ao da equipe que trabalha no combate à dengue, e se identificou como tal. Conforme ela, ele usava boné de cor escura, bolsa de lona verde e uma prancheta. O suposto agente teria solicitado a vítima a abrir a porta a fim de que pudesse realizar o seu trabalho. Ela deixou o homem entrar e mostrou a ele os ralos da casa. Em seguida, o bandido teria pedido para ver os banheiros no interior da residência de dois pavimentos. Neste momento, ele anunciou o assalto, sacando uma arma de fogo.
A diarista foi amarrada, amordaçada e levada para o banheiro, sendo obrigada a ficar deitada no chão. "Fiquei em pânico imaginando o que poderia acontecer comigo, com aquele homem rondando dentro da casa", disse a vítima. O morador, um comerciante e funcionário público, 51, afirmou que, ao chegar à sua residência, notou que algumas luzes estavam acesas e a porta aberta. "Comecei a escutar um gemido e passei a procurar, quando me deparei com ela (diarista) amarrada e amordaçada", relatou. Imediatamente à liberação da vítima, ele se dirigiu para um dos aposentos e constatou que R$ 20 mil, que estavam em um guarda-roupa, foram subtraídos. "O curioso é que o bandido foi direto onde estava o dinheiro e ainda chegou a perguntar à vítima se havia cofre ou mais algum valor na casa." A diarista foi conduzida à sede da companhia de Polícia Militar, no Santa Luzia, com a finalidade de identificar o suspeito por meio de fotos. Até o fechamento desta edição, ninguém foi capturado.
Alerta
De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde, o colete usado pelos agentes de endemia são fabricados por uma empresa de Juiz de Fora contratada pela Prefeitura e não houve registro de saída, perda ou furto de nenhuma unidade. Eles ficam armazenados sob a guarda do chefe da equipe. Ainda conforme a assessoria, ontem nenhuma equipe visitou o Santa Luzia, sendo que a última ida dos agentes ao bairro se deu no último dia 10. No caso do frasco com pó recolhido pelos policiais, a secretaria informou que não houve registro de falta de insumo necessário ao combate do mosquito. O órgão aponta que o agente, ao visitar as moradias, deve apresentar, além do uniforme (ver ao lado), crachá com foto, identidade e logomarca da Prefeitura. Se houver suspeita por parte do cidadão, ele deve ligar para os telefones 3690-7290 ou 3690-7509 e informar o nome apresentado pelo agente para confirmação e autorização de sua entrada.




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