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15 de Janeiro de 2013 - 20:51

Por Marcos Araújo

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Balde com um pó não identificado foi usado pelo assaltante, que se fez passar por um agente
Balde com um pó não identificado foi usado pelo assaltante, que se fez passar por um agente

Um homem que se apresentou como agente de combate à dengue, com a desculpa de verificar os ralos de um imóvel, invadiu uma residência no Bairro Santa Luzia, Zona Sul, anunciou o assalto, rendeu uma diarista, que permaneceu trancada por cerca de quatro horas, e roubou R$ 20 mil reais. O crime foi registrado nesta terça-feira (15), na Rua Porto das Flores, por volta das 16h, depois que o proprietário da casa chegou e encontrou a mulher amordaçada e com as mãos amarradas para trás com fita adesiva. A PM foi acionada e realizou a apreensão de um frasco que continha um pó branco, usado pelo criminoso para jogar nos ralos da casa, simulando uma visita dos agentes da Prefeitura. O material será encaminhado para análise da perícia da Polícia Civil.

Muito assustada, a diarista, 45 anos, contou que, por volta do meio-dia, o homem tocou o interfone, usando uniforme semelhante ao da equipe que trabalha no combate à dengue, e se identificou como tal. Conforme ela, ele usava boné de cor escura, bolsa de lona verde e uma prancheta. O suposto agente teria solicitado a vítima a abrir a porta a fim de que pudesse realizar o seu trabalho. Ela deixou o homem entrar e mostrou a ele os ralos da casa. Em seguida, o bandido teria pedido para ver os banheiros no interior da residência de dois pavimentos. Neste momento, ele anunciou o assalto, sacando uma arma de fogo.

A diarista foi amarrada, amordaçada e levada para o banheiro, sendo obrigada a ficar deitada no chão. "Fiquei em pânico imaginando o que poderia acontecer comigo, com aquele homem rondando dentro da casa", disse a vítima. O morador, um comerciante e funcionário público, 51, afirmou que, ao chegar à sua residência, notou que algumas luzes estavam acesas e a porta aberta. "Comecei a escutar um gemido e passei a procurar, quando me deparei com ela (diarista) amarrada e amordaçada", relatou. Imediatamente à liberação da vítima, ele se dirigiu para um dos aposentos e constatou que R$ 20 mil, que estavam em um guarda-roupa, foram subtraídos. "O curioso é que o bandido foi direto onde estava o dinheiro e ainda chegou a perguntar à vítima se havia cofre ou mais algum valor na casa." A diarista foi conduzida à sede da companhia de Polícia Militar, no Santa Luzia, com a finalidade de identificar o suspeito por meio de fotos. Até o fechamento desta edição, ninguém foi capturado.

Alerta

De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde, o colete usado pelos agentes de endemia são fabricados por uma empresa de Juiz de Fora contratada pela Prefeitura e não houve registro de saída, perda ou furto de nenhuma unidade. Eles ficam armazenados sob a guarda do chefe da equipe. Ainda conforme a assessoria, ontem nenhuma equipe visitou o Santa Luzia, sendo que a última ida dos agentes ao bairro se deu no último dia 10. No caso do frasco com pó recolhido pelos policiais, a secretaria informou que não houve registro de falta de insumo necessário ao combate do mosquito. O órgão aponta que o agente, ao visitar as moradias, deve apresentar, além do uniforme (ver ao lado), crachá com foto, identidade e logomarca da Prefeitura. Se houver suspeita por parte do cidadão, ele deve ligar para os telefones 3690-7290 ou 3690-7509 e informar o nome apresentado pelo agente para confirmação e autorização de sua entrada.

 

 

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