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07 de Maio de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Asfixia foi a causa da morte de Tatiana dos Santos Bejani, 28 anos, como apontou o laudo de necropsia, divulgado nesta terça-feira (6) pelo delegado Rodrigo Rolli, que preside o inquérito do caso. A vítima, filha do ex-prefeito de Juiz de Fora Alberto Bejani, foi encontrada sem vida no imóvel onde morava, no Bairro de Lourdes, no último dia 13. Conforme Rolli, a conclusão da investigação só deve acontecer após a liberação do resultado dos exames realizados no local em que a vítima foi encontrada. "Após a entrega dos laudos, terei condições de ouvir as testemunhas e encerrar o caso", disse o delegado, lembrando que tem até o próximo dia 13 para terminar o inquérito.

Como as primeiras informações colhidas na casa não apontavam sinais de violência, a morte está sendo tratada como suicídio. De acordo com informações da Polícia Militar, por volta das 17h, o companheiro dela, um taxista, 32, acionou a PM e disse ter chegado à residência e visto a mulher já sem vida, dependurada por uma corda feita com lençol enrolada ao pescoço e presa à porta de um quarto. Próximo ao corpo, havia um banco de plástico.

Ainda conforme o registro policial, o homem revelou ter recebido uma mensagem de Tatiana pelo celular na qual dizia que iria se matar. O texto teria sido enviado por volta das 13h, mas ele só teria lido pouco antes das 17h, porque o celular havia sido esquecido em um táxi. Ao chegar ao endereço da companheira, ela não respondeu aos seus chamados, e o taxista entrou no imóvel usando uma chave que ficava na janela.

Peritos da Polícia Civil estiveram na casa de Tatiana para fazer levantamentos e encontraram cartelas de remédios vazias, sugerindo que os medicamentos tenham sido ingeridos por ela. Uma carta na qual a mulher assumia a intenção de se matar também foi achada pelos policiais.

Tatiana chegou a ficar presa recentemente, na Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, e foi indiciada por estelionato porque, por meio da internet, oferecia locação de casas de veraneio inexistentes no litoral do Rio de Janeiro. Ela havia sido capturada no dia 22 de janeiro em um salão de beleza no Centro, por meio de mandado de prisão, mas já havia deixado a unidade prisional. Quando morreu, ela cumpria pena restritiva de direito e prestação de serviço à comunidade por estelionato contra uma joalheria em 2007.

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