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14 de Março de 2014 - 06:00

Para tentar reduzir problemas com ruas homônimas e numeração desordenada, PJF estuda cadastro único

Por Tribuna

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Na Av. Luz Interior, prédio 500 em frente ao 150 desrespeita lados ímpar e par
Na Av. Luz Interior, prédio 500 em frente ao 150 desrespeita lados ímpar e par

Numeração sem sequência lógica, nomes de ruas e avenidas que se repetem em distintos bairros e desordem entre os números pares e ímpares. Estes são os problemas relacionados aos logradouros de Juiz de Fora, o que dificulta a prestação de serviços em vários pontos do município. Na Avenida Brasil, a numeração passa de 5.510 para um imóvel vizinho de número 36. A situação é a mesma no Estrela Sul, na Zona Sul. Na Avenida Luz Interior, a principal do bairro, há um prédio com o número 500 em frente ao 150. Ou seja, além de não haver critério para numeração, não há separação entre lado ímpar e par. Para resolver essa questão, a Prefeitura criou uma comissão técnica para elaborar o cadastro único de logradouros. Os trabalhos, que tiveram início em outubro do ano passado, ainda estão em fase inicial.

Enquanto o cadastro não é concluído, profissionais enfrentam problemas em sua rotina. É o caso do carteiro Éder José de Almeida. Ele conta que há oito meses trabalha nos Correios e, devido a essa desordem, levou sete meses para se adaptar à situação. Ainda hoje, ele passa por momentos confusos. "Às vezes, um só prédio possui cinco números diferentes, nem mesmo o porteiro do local tem conhecimento deles."

Nessas ocasiões, o que faz a diferença é a experiência, e os carteiros que estão há mais tempo na profissão têm como um dos truques memorizar o nome dos moradores, a fim de cumprir o trabalho no prazo determinado. Contudo, quando é necessário substituir algum profissional, essa estratégia não funciona. "Você tem um carteiro que é titular do distrito. Se falta este carteiro, precisa colocar outro para fazer a entrega. Devido a essas dificuldades de numeração, ele não consegue atingir a meta", relata o gerente do Centro de Distribuição dos Correios, Anderson Lauriano.

O assessor de comunicação da Cemig, Eduardo Machado, conta que devido à falta de numeração sequencial, a prestação de serviços da companhia fica prejudicada, pois muitas contas não chegam nas residências dos clientes. Segundo a supervisora de relacionamento comercial Rosileine Riani, a Cemig resolveu adotar uma nova alternativa em Juiz de Fora e região, que será a impressão das contas de luz no momento da leitura. O início será neste mês, com o atendimento de cem mil clientes. A previsão é de que, até maio, sejam atingidos 400 mil consumidores.

Mas em outros lugares não há outra opção a não ser enfrentar esse dilema enquanto o cadastro único não é concluído. O empresário José Helvécio Pires, que possui uma empresa de consertos de máquinas de lavar roupas, conta ter extrema dificuldade para localizar residências, o que provoca atrasos nas entregas e descontentamento dos seus clientes.

Atendente de uma imobiliária da cidade, Régia Esteves também comenta que algumas pessoas chegam a desistir da procura de algumas residências, por não conseguir localizá-las. A situação não é para menos, já que há ruas com os mesmos nomes em diferentes regiões. Por exemplo a Rua Dalila de Lery Santos existe nos bairros Teixeiras e Francisco Bernardino; Antônio Lopes Júnior, em Francisco Bernardino e Nova Era; Pedro Franco de Assis no Igrejinha e no Milho Branco; e Avenida Surerus, no Ladeira e no São Bernardo.

 

Cadastro

De acordo com o chefe do Departamento de Cadastro Imobiliário Municipal, Cláudio Ricardo Correia, a primeira etapa do cadastro único já foi realizada e consistiu em reunir representantes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, dos Correios, do IBGE, da Prefeitura, da Cesama e da Cemig. Cada um destes órgãos discutiu as divergências que ocorrem em relação aos logradouros e apresentaram como são elaborados os seus cadastros. Segundo Correia, a última reunião ocorreu em janeiro, e ainda não foi elaborado nenhum documento conclusivo. A previsão é de que as reuniões retornem neste mês, mas não há data definida.

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