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07 de Março de 2013 - 17:25

Por Pedro Brasil

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Alunos e docentes se concentraram na porta da escola
Alunos e docentes se concentraram na porta da escola

Atualizada às 20h45

Uma manifestação chamou atenção de quem passou pela Rua Espírito Santo e pela Avenida Rio Branco, no Centro, no início da manhã desta quinta-feira (7). Insatisfeito com a proposta de junção de turmas de algumas séries - como divulgado na edição desta quinta da Tribuna -, um grupo de estudantes e professores do Instituto Estadual de Educação (Escola Normal) decidiu fazer protesto para sensibilizar os inspetores e a Superintendência Regional de Ensino (SRE) a não efetivarem a medida. A comunidade escolar se reuniu na porta da escola por volta das 7h, não entrando na sala de aula. Em seguida, os estudantes seguiram pela Rua Espírito Santo e depois pela Avenida Rio Branco, onde se localiza a SRE. A preocupação do grupo é que a fusão de salas provoque superlotação das turmas, comprometa o aprendizado e resulte em redução do número de docentes. 

Durante o protesto, que reuniu escolares com apitos e cartazes, os estudantes também reclamaram que as salas não seriam apropriadas para o novo contingente de alunos e questionaram a falta de professores. "O protesto é para sensibilizar os gestores e chamar a atenção da opinião pública para o que acontece na educação em Juiz de Fora. Essa fusão vai prejudicar demais os alunos", afirmou o professor de geografia do colégio e um dos organizadores do manifesto Patrick de Alencar.

Segundo a diretora da instituição, Patrícia Granato, a determinação da SRE segue a Lei Estadual nº 16.056/06, que regulamenta o número máximo de alunos por turma na rede de ensino de Minas Gerais, que estipula limite de 35 estudantes para o ensino fundamental e 40 para o médio. A orientação da SRE determina a fusão de uma turma do terceiro ano do ensino médio. Atualmente, 245 jovens cursam esse ano escolar, divididos em oito turmas. A proposta é de reduzir para sete classes, o que representaria 35 por sala. Mas também haveria proposta de fazer o mesmo com estudantes do sétimo ano do ensino fundamental e do magistério.

"Vivo um dilema, pois realmente as salas são apertadas para abrigar mais alunos. Mas, ao mesmo tempo, quanto mais tempo essa situação demorar, maior é a demora que terei para a designação de novos professores", diz a diretora. De acordo com ela, entre efetivos e substitutos, o colégio possui um déficit de dez professores somente no turno da manhã.

A diretora da SRE, Belkis Furtado, afirma que ouviu representantes de alunos e professores na manhã de quinta em seu gabinete. "Ouvi as reclamações deles, e amanhã (hoje), uma comissão formada por engenheiros e inspetores da superintendência irá visitar a escola e analisar a viabilidade de atender aos pedidos." Sobre a ausência de professores, Belkis diz que aguarda um relatório da diretora da unidade para fazer as designações dos profissionais. Os estudantes informaram que farão novas manifestações caso as reivindicações não sejam atendidas.

 

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