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30 de Março de 2014 - 06:00

Por Tribuna

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A manifestação reuniu cerca de 70 pessoas
A manifestação reuniu cerca de 70 pessoas

"Pelo fim da violência, por autonomia, igualdade e liberdade." Com este tema, foi realizada neste sábado (29) a 2ª Marcha de Mulheres de Juiz de Fora, organizada pelo Conselho Municipal da Mulher. A manifestação, realizada na manhã deste sábado (29), reuniu cerca de 70 pessoas, que partiram da concentração em frente à Câmara Municipal, seguiram pelo Calçadão da Halfeld até a Rua Batista de Oliveira. Durante o trajeto, laços eram entregues às pessoas como forma de chamar a atenção para a causa. A iniciativa é parte da comemoração do Mês da Mulher e recebeu o apoio de várias entidades, entre elas, a Câmara Municipal, a UFJF, escoteiros, lideranças comunitárias e sindicatos. "Queremos dar visibilidade à luta das mulheres e trazer a reflexão de outras que não estão participando da luta. Então, agregamos mais pessoas a esta causa", esclarece a presidente do conselho, Cristina Castro.

A Miss Minas Gerais, terceiro lugar no concurso Miss Brasil Internacional, Vitória Gouveia, veio apoiar o movimento. "As pessoas se perderam no concursos de miss, achando que só a beleza importa. O concurso Miss Brasil Internacional, realizado este ano em todos os países do mundo, vem com o objetivo de mostrar que as mulheres precisam lutar pelos seus direitos, pelos seus ideais e contra a violência. Além de beleza, é preciso ter conteúdo." A auxiliar de serviço gerais Elisângela Mara Rodrigues, 33 anos, destacou a importância de realizar campanhas como estas. "Acho que estes eventos deveriam ser mais divulgados para que as pessoas pudessem participar. A marcha traz informações sobre direitos, que, às vezes, muitas mulheres não sabem."

Durante a passeata, um dos temas abordados foi a pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgada esta semana. O estudo revela que a maioria da população brasileira acredita que "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas" e que "se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros." A pesquisa dividiu opiniões e causou polêmica. Para a presidente do conselho, trata-se de um comportamento machista da sociedade. "A mulher não pode ser culpada pela agressão. A pesquisa é absurda, avaliar que a roupa que ela usa, o batom que ela passa, o comportamento que ela tem, cause violência. A violência é excitada pelo machismo, pelo preconceito de que mulher é um objeto e pode ser usada. Isso não é um questão cultural, mas educacional". Cristina ainda completa: "Nós criamos os nossos meninos para serem fortes e as nossas meninas para serem frágeis. Estas relações educacionais são reproduzidas por nós mulheres também. Fazemos isso porque apenas reproduzimos aquilo que aprendemos. Tanto a família como a escola precisam repensar e avaliar estes estereótipos. Ambas precisam caminhar juntas, no combate ao preconceito e a violência futura."

Finalizando as atividades em comemoração ao Mês da Mulher, o Conselho Municipal da Mulher entregue nesta segunda, na Casa dos Conselhos, a proposta de um Plano Municipal de Políticas para as Mulheres aos poderes Executivo e Legislativo.

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