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20 de Fevereiro de 2013 - 06:00

Por Tribuna

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A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente instaurou um inquérito civil solicitando a apuração do caso da morte de um coelho numa loja agropecuária, no Centro de Juiz de Fora. O processo inclui o encaminhamento de documentos para as autoridades policiais e um pedido de fiscalização do estabelecimento pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV). A situação ganhou repercussão nas redes sociais depois que uma foto do animal foi publicada, junto com o relato de que ele estava em uma gaiola superlotada, imóvel e respirando com dificuldades. Logo em seguida, o bicho teria sido retirado por uma funcionária e colocado dentro de um saco plástico, ainda vivo, e deixado no chão sem assistência. Até a noite desta terça-feira (19), a postagem tinha mais de 6.300 compartilhamentos no Facebook.

De acordo com o CRMV, a solicitação ainda não foi recebida, mas, nesses casos, o que é avaliado durante as fiscalizações é a atuação do profissional técnico, exigida em todos os estabelecimentos dessa modalidade. Entretanto, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, a loja foi fiscalizada nesta terça pela 4ª Companhia de Meio Ambiente e Trânsito, que está realizando a operação "Polígono verde central" em estabelecimentos que comercializam produtos de origem animal e vegetal. Nenhuma irregularidade foi constatada na casa agropecuária.

A loja de produtos agropecuários, por meio de nota da assessoria de imprensa, nega que o filhote de coelho estivesse vivo e afirma que os procedimentos adotados estavam em conformidade com orientações e padrão recomendáveis nesse caso. Além disso e seguindo as normas do Conselho Federal de Medicina Veterinária, mantém um médico veterinário responsável técnico no local, o que garante o acompanhamento dos animais e dos procedimentos.

"A situação nos alerta para a necessidade de a cidade estabelecer normas para a comercialização desses animais, que incluam respeito e tratamento adequado", ressalta o vereador Antônio Aguiar (PMDB), que solicitou à Câmara de Vereadores a formação de uma comissão para discutir as regulamentações.

 

Outras denúncias

Mais de 30 denúncias de maus-tratos a animais ocorridos na cidade foram recebidas pela Sociedade dos Amigos Protetores dos Animais e Meio Ambiente (Sapa), no último mês, e encaminhadas ao Ministério Público. "A maioria das situações é relativa a agressões físicas, com mutilações, e a donos que se recusam a fornecer água e comida. Infelizmente notamos que ainda existe uma omissão do Poder Público nesses casos", explica a secretária da entidade Meyre Moreira de Paula. "Quando se trata de crime ambiental, não tendo uma polícia especializada, qualquer autoridade policial tem o dever de tomar providências."

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