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04 de Fevereiro de 2014 - 19:06

Colocação de tapumes sem previsão de início das obras é maior problema apontado por moradores. PJF promete avaliar situação

Por Tribuna

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Construção não deve começar antes de março
Construção não deve começar antes de março

A falta de informações sobre a situação de uma obra na Rua Belizário de Castro, no Grajaú, região Sudeste de Juiz de Fora, tem deixado os moradores apreensivos. Eles alegam que, após a instalação de tapumes por parte da Prefeitura, em meados de janeiro, pouca coisa avançou na via, que foi atingida por um deslizamento no dia 26 de dezembro do ano passado e agora precisa receber um muro de contenção. "Alguns dias depois (do deslizamento), a Prefeitura foi até a rua e começou o trabalho de reconstrução da mesma, uma vez que ela foi interditada. Porém, o que aconteceu foi que eles começaram a obra, fecharam o acesso às garagens dos moradores e ficou por isso mesmo", relata Marco Antônio Silva, que enviou imagens da situação do local para a Tribuna. "Ainda tem o problema do ônibus que passava na rua e não passa mais, com o agravante que existem cadeirantes e muitas pessoas idosas nesta rua."

"Ninguém avisou que seriam colocados os tapumes. Se meu marido não estivesse em casa na hora, o carro teria ficado preso na garagem", conta Joana Maciel, que alega estar pagando aluguel para guardar o carro da família fora de casa. Ela relata que os moradores do trecho afetado estão com dificuldades para se locomover após o fechamento total da rua. "Meu pai faz hemodiálise e precisa percorrer uma distância grande a pé."

A informação dos moradores é que na rua vivem duas crianças que dependem de cadeiras de rodas e são usuárias do sistema de transporte especial que as levam para a escola e para consultas e tratamentos médicos. Com a via interditada, os deslocamentos ficaram mais complicados. O neto de Maria da Conceição Fonseca é uma dessas crianças, que agora precisa ser transportada de carro, pelo pai, depois que os ônibus deixaram de circular pela via. "Sem contar que, após a colocação dos tapumes, muitas motos andam sobre a calçada, colocando os pedestres em risco", diz.

 

Projeto

De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Obras, a Prefeitura precisa de aporte financeiro do Governo federal para realizar a intervenção, considerada de grande porte. Neste primeiro momento, a equipe da secretaria que estava trabalhando na contenção de uma encosta no Bairro Santa Tereza foi deslocada para a Rua Belizário de Castro para realizar os primeiros trabalhos, como de topografia e de sondagem. Para os próximos dias, a secretaria espera receber o projeto de contenção do local. Conforme explica o secretário de Obras, Amaury Couri, apenas com esse projeto em mãos a Prefeitura terá como submetê-lo ao Governo federal para que a Rua Belizário de Castro seja incluída em pacotes do Ministério das Cidades que destinam verbas para esse tipo de serviço em Juiz de Fora.

"Obras de contenção são caras e demoradas e não podem começar sem sondagem e projeto. É impossível começar essa obra na Belizário de Castro antes de março", disse o secretário, reforçando que a intervenção no Grajaú, embora menor, assemelha-se muito à feita no Bairro Santa Tereza. Naquele local, a contenção foi iniciada cinco anos depois da demolição de 13 casas em uma área de encosta."Na Rua Belizário de Castro estamos muito adiantados em relação ao normal desse tipo de obra", disse Amaury.

Sobre a colocação dos tapumes na rua, o secretário disse que vai enviar um engenheiro para avaliar o que pode ser melhorado em relação à acessibilidade dos moradores.

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