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02 de Abril de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Muro começou a ser feito na Rua José Inácio da Trindade
Muro começou a ser feito na Rua José Inácio da Trindade

Moradores da região do antigo Leito da Leopoldina, no Bairro Ladeira, estão temerosos com a situação de duas ruas: a José Inácio da Trindade e a Capitão Bicalho. Em novembro do ano passado, um muro de contenção começou a ser construído pelo Poder Público na área, considerada de risco. No entanto, segundo a comunidade, os trabalhos foram paralisados no carnaval. O muro fica na Rua José Inácio da Trindade, que está em nível inferior à outra via. Diante disso, a comunidade faz um apelo para que os serviços voltem a ser feitos. Alguns relembram que a via de baixo é uma área que foi invadida: "Se a Prefeitura vai legalizar a situação deles ou não, isso é responsabilidade deles. Na nossa rua, passa muito tráfego pesado. Nosso medo é que, como a rua de baixo cedeu, ela volte a cair e puxe a de cima", afirma uma professora de 42 anos, completando: "Queremos saber é se esta obra de contenção, que está sendo feita vai realmente sustentar a rua e evitar que ela ceda novamente."

De acordo com a assessoria da Secretaria de Obras, a Defesa Civil realizou um estudo no local identificando a necessidade de fazer uma intervenção. Posteriormente, a demanda foi encaminhada à Secretaria de Obras, que, a partir de uma análise, verificou qual o melhor procedimento a ser realizado para trazer mais segurança ao local.

Segundo a comunidade, a situação se agravou depois que uma intervenção no barranco foi realizada, devido a um problema na rede de esgoto. Desde então, a José Inácio da Trindade passou a ceder. Assim, a via, que já era estreita, está ainda mais perigosa. Uma placa afixada próximo ao talude indica que a obra conta com investimentos do governo Federal e da Prefeitura e está orçada em R$ 793.773,30. De acordo com a Administração Municipal, a obra está prevista para ser finalizada em agosto de 2014.

A cerca de cem metros, uma barreira de ferro foi colocada para evitar a passagem de veículos. Após este obstáculo, é possível notar outro barranco, ainda sem intervenção. A área está aberta e não possui sinalização ou barreira para evitar o acesso.

 

Reivindicações

"Mexeram na rua, e ela começou a ceder. Aqui tem muita criança, tenho medo que alguma possa cair no barranco", confessa a dona de casa Simone de Fatima da Silva, 29. Outra moradora ainda afirma: "Depois que a rua cedeu, o encanamento do esgoto começou a dar problema. Quando chove, a situação é pior ainda, fica barro puro. Eles deveriam começar e terminar o serviço", desabafa a dona de casa Claudia Cristina dos Santos, 26. O jardineiro Reginaldo Rocha Freitas, 38, precisa passar próximo ao talude para ter acesso a sua garagem. "Tenho receio de passar, mas preciso fazer a travessia. A Prefeitura não regulariza nossa situação e não presta os serviços básicos para os moradores, não tem coleta de lixo decente e nem capina. O muro que eles estão fazendo era para abrir a rua. Antes já era ruim, agora que o barranco caiu está pior."

A Subsecretaria de Coordenação e Projeto Roberta Ruhena explica que a paralisação se deve à revisão do projeto da área. "Como os projetos são de 2010/2011, às vezes, a configuração da área muda, por conta da dinâmica da região, do tempo entre o projeto e a execução. Um procedimento comum realizado neste tipo de obra." Roberta afirma ainda que "a Cesama teve que refazer uma rede de esgoto, já que a existente rompeu, o que também atrasou. Nós estamos aguardando a empresa terminar a revisão do projeto. A ideia é retomarmos os trabalhos assim que o projeto for aprovado. Esperamos que isto ocorra ainda este mês." Sobre o segundo talude, a subsecretária informa que a previsão é que, assim que as obras forem reiniciadas, a intervenção também seja feita.

Sobre a legalização da situação de alguns moradores, a Emcasa, responsável pelo terreno, informou, por meio de sua assessoria, que não tem conhecimento sobre a demanda. "Uma equipe será enviada ao local para fazer uma averiguação do terreno. Se a situação das pessoas for irregular, após a conclusão das obras, vamos entrar com um processo para regularização dessas famílias. Porém , se o terreno for irregular e não couber habitação, as pessoas serão removidas e encaminhadas para um projeto da Prefeitura."

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