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09 de Maio de 2014 - 07:00

População prepara protesto devido à suspensão de atendimento de urgência no João Penido

Por Camila Caetano

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Moradores do Bairro Grama, na Zona Nordeste, temem pela desassistência na urgência e emergência na região por causa da suspensão deste tipo de atendimento no Hospital Regional Dr. João Penido. Além disso, há uma insegurança sobre o futuro da instituição estadual. Há boatos na comunidade a respeito de uma possível privatização, o que foi negado nesta quinta-feira (8) pelo diretor Márcio Itaboray. Ele garante que essa informação não procede e "que seria algo descabido. Esse tipo de especulação sempre ocorre em anos eleitorais", completou. A situação levou a comunidade a se mobilizar, e um protesto em frente à unidade está previsto para os próximos dias.

No caso da urgência e emergência, desde o início das obras na instituição, em 10 de abril, os atendimentos não estão sendo feitos. Com a intervenção, os usuários do SUS foram orientados a procurar este tipo de serviço nas UPAs dos bairros São Pedro, na Cidade Alta, Santa Luzia, na região Sul, e Benfica, na Zona Norte. Os usuários reclamam da distância que devem percorrer, já que no bairro há somente uma unidade de atenção primária à saúde (Uaps), responsável apenas por procedimentos básicos, como consultas, aplicação de vacinas e distribuição de alguns medicamentos.

O diretor do João Penido observa que o hospital nunca foi referenciado no serviço de urgência e emergência. Ele relata que, antes das obras, esse serviço era realizado, mas sem ser obrigatório. Além disso, Márcio Itaboray diz que ainda não sabe se, após a conclusão das reformas, a unidade voltará a atender urgência e emergência. "Se a Secretaria de Saúde do Estado nos solicitar, estaremos prontos para voltar a receber essa demanda."

A assessoria Superintendência Regional de Saúde informa que, nos termos do artigo 9º do Decreto Federal Nº 7.508, de 28 de junho de 2011, o Hospital Dr. João Penido não atua como porta de entrada às ações e aos serviços de saúde nas redes de atenção à saúde, já que não integra a Rede Resposta da Rede de Urgência e Emergência, e não há pactuação na Comissão Intergestora prevendo tal serviço. "Com isso, sempre que o usuário do SUS necessitar de atendimento inicial à saúde deverá procurar a unidade de atenção primária à saúde de seu bairro. Em caso de urgência e emergência, deverá procurar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas do município, ou então acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - Samu - 192", afirma, em nota.

Uma técnica em enfermagem do hospital, que prefere não se identificar, comenta que, em alguns plantões, há apenas um funcionário para realizar o atendimento de 30 pacientes. Segundo ela, a situação piorou nos últimos cinco meses. "Os pacientes reclamam, mas não temos condições de fazer nada." Alguns usuários também declaram que há falta de insumos, como gases, esparadrapos e curativos. A direção assegura que esses problemas não ocorrem no João Penido.

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