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06 de Junho de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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O Ministério Público entrou nesta quinta-feira (5) com uma petição solicitando à Secretaria de Saúde que regularize "o fornecimento de fraldas geriátricas aos usuários cadastrados no prazo máximo e improrrogável de cinco dias". O promotor de Defesa da Saúde, Rodrigo Barros, informou que o Ministério Público recebeu inúmeras reclamações sobre o não fornecimento do insumo. "Hoje (quinta), durante uma visita ao Departamento de Mandados Judiciais, os funcionários do setor nos informaram que a última dispensação de fraldas ocorreu no dia 27 de março, e que não há o produto no estoque em nenhum dos tamanhos dispensados." Caso a Secretaria de Saúde não respeite o prazo estabelecido na petição, o município deve pagar multa diária de R$ 10 mil.

Segundo a assessoria da Secretaria de Saúde, problemas com o fornecedor atrasaram a dispensação, e que a pasta realizou o empenho na última quarta-feira. A expectativa é de que a empresa faça a entrega no prazo de dez dias úteis. No entanto, até esta quinta, a Secretaria ainda não havia sido notificada sobre a petição.

A usuária Márcia Oliveira, 43 anos, contou que a sua mãe, 87, tem Alzheimer e gasta cerca de 20 pacotes de fraldas por mês. "Cinco pacotes eu conseguia pegar na Secretaria. Em fevereiro, as fraldas acabaram. Eles alegaram que o contrato com a empresa tinha vencido. No início de março, conseguimos pegar as fraldas de novo. Mas, desde então, não recebemos mais. Toda semana, ligamos para lá e eles falam que não tem nada no estoque."

Como cada pacote custa, em média, R$ 18, a mãe de Márcia gasta cerca de R$ 360 com fraldas por mês. "Já gastamos muito com remédios, e ainda ter que pagar todas as fraldas sai muito caro. A gente reúne os irmãos, e todos ajudam na compra. Mas e as pessoas que não têm condições de comprar? Tem gente que sai de lá chorando quando falam que não há fraldas."

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