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18 de Março de 2014 - 06:00

Por Tribuna

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Apesar de proibido dentro da UFJF, trote acontecia fora dos limites da universidade
Apesar de proibido dentro da UFJF, trote acontecia fora dos limites da universidade

Mais um ano letivo teve início na UFJF, e os tradicionais trotes se repetem. Apesar de a instituição realizar campanhas para receber os calouros com programas culturais, muitos preferiram participar das brincadeiras do lado de fora do campus. "Como teve o trote, a gente não ficou para a recepção da universidade", relata a caloura Luiza do Amaral. A UFJF preparou uma programação especial, que teve início às 7h30 desta segunda-feira (17), com apresentações musicais de diferentes estilos. Os estudantes também contaram com uma campanha de abraços, representando as boas-vindas à instituição. A universidade também realizará, entre terça e sexta-feira, bate-papos sobre a sua estrutura, apresentando o corpo administrativo, alguns órgãos, os projetos pedagógicos dos cursos, dentre outros assuntos acadêmicos.

Para o trote fora do campus, calouros e veteranos se reuniram nesta segunda, às 6h. A caloura de arquitetura Laura Engenheiro conta que o encontro foi marcado na rede social. "Nenhum estudante é obrigado a comparecer, apenas os que desejam participar das brincadeiras confirmam presença." Neste ano, cada curso inseriu nos trotes elementos típicos da sua área. Os futuros arquitetos abusaram da arte, realizando pinturas nos calouros e investindo na confecção de fantasias. Já os estudantes de educação física fizeram com que os recém-chegados mostrassem suas habilidades nos exercícios físicos, com flexões e polichinelos.

Os trotes são proibidos dentro do espaço acadêmico pela UFJF, por isso as brincadeiras ocorrem do lado de fora. A Secretaria de Comunicação informa que estudantes ou familiares que desejarem se informar ou denunciar qualquer prática no campus podem procurar a Central de Atendimento. As queixas são mantidas no anonimato e encaminhadas para a Ouvidoria. Segundo o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, caso haja algum trote abusivo, os veteranos podem ser enquadrados nas sansões disciplinares do Regimento Geral da UFJF, podendo chegar à suspensão.

 

Primeiro dia

"A gente teve que fazer o elefantinho e a tradicional dança da arquitetura, o berequetê. Mas foi tranquilo, é legal para enturmar. Mas há cursos em que os trotes são pesados, e os veteranos cortam muito as roupas dos calouros", relata Isabella Walério, caloura de arquitetura. As veteranas Tamires Belchior e Isabella Itaborahy afirmam que há uma preocupação em relação ao trote no curso. "Além das brincadeiras, há arrecadação de agasalhos e alimentos, que são doados para instituições carentes do município."

 

Medula óssea

Como parte da programação da calourada, a UFJF e a Fundação Hemominas realizam nesta terça, das 8h ao meio-dia, o cadastro de doadores de medula óssea. Os candidatos deverão comparecer no anfiteatro das pró-reitorias, no centro do campus. Os funcionários do Hemominas realizarão mini-palestras sobre a importância da doação, entre outras informações. Para o cadastro, é necessário ter entre 18 e 54 anos e não apresentar doenças infecciosas e hematológicas. É preciso apresentar um documento oficial de identidade, com foto. No local serão preenchidos os formulários e colhida uma amostra de sangue para testes, que determinarão as características genéticas necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente. O tipo será cadastrado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), vinculado ao Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Estudantes que participaram nesta segunda das brincadeiras do lado de fora, também apoiam a calourada solidária. Os veteranos de educação física Pamela Galollepe e Allan Kardec afirmam que houve divulgação e incentivo para que todos façam o cadastro no Hemominas nesta terça.

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