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18 de Maio de 2014 - 06:00

Estudo vai subsidiar políticas públicas e adesão a programa nacional

Por CAMILA CAETANO

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Um novo diagnóstico referente à população de rua em Juiz de Fora terá início no próximo mês. A pesquisa será executada pela Secretaria de Assistência Social, com suporte da UFJF, por meio do Centro de Pesquisas Sociais. De acordo com o titular da pasta, Flávio Cheker, esse estudo terá aspectos inovadores. "Não será um diagnóstico feito a frio. A pesquisa nos dará o mais amplo e aprofundado conhecimento, jamais feito na cidade. Muitas vezes, a pessoa está na rua, mas ela ainda tem referência, residência. Este novo levantamento irá nos apontar uma direção."

Conforme o secretário, a análise será desenvolvida em duas etapas. A ideia é, inicialmente, primeiro fazer um amplo contato com as entidades e instituições que possuem experiência com essa população. Nessa fase, será possível conhecer um pouco da vivência dessas pessoas. "Vamos conhecer o trajeto que eles fazem, os locais utilizados como dormitório e os hábitos, ou seja, teremos uma radiografia prévia, de modo que isso possa traduzir um conhecimento bem concreto e real", relata Flávio Cheker. No segundo momento, será incorporada à pesquisa a experiência de ex e atuais moradores de rua.

Uma das finalidades desse estudo é a adesão à Política Nacional para a População em Situação de Rua, o que permite que o problema seja tratado como um elemento de política pública. Segundo o secretário, uma das exigências na Política Nacional é a contagem da população de rua, que será possível com esse levantamento. Também é necessário ter o Comitê Intersetorial da Política Municipal envolvido com essa situação, que, segundo a Secretaria de Assistência Social, já está sendo concluído.

"A população de rua não é algo que está à margem da lei. O nosso grande desafio é fazer com que essa população saiba que é detentora de direitos. É claro que se a pessoa está envolvida com crime, já não é mais um problema para assistência social, mas sim de segurança pública", declara Flávio Cheker. O subsecretário de Gestão do Sistema Único de Assistência Social (Suas), Rogério de Souza, assegura que, por meio dessa iniciativa, será possível desenvolver um trabalho mais significativo na cidade.

 

Cenário mutante

Cheker também comenta que, após a conclusão da pesquisa, não haverá nenhuma comparação com o último diagnóstico realizado no município. "Essa população é extremamente mutante, por isso, essa radiografia tem que ser muito ágil". Além disso, de acordo com a assessoria da pasta, o último estudo, que foi realizado entre outubro e dezembro de 2010, não está disponível na atual gestão. O secretário observa que a partir da adesão à Política Nacional, todos os documentos que envolvam essa problemática passam a ser arquivados, evitando assim, que sejam excluídos posteriormente.

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