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19 de Janeiro de 2014 - 07:00

Unidade deve ganhar 346 leitos, 50 UTIs, centrais de Parto Normal e de Queimados, além da ampliação na residência médica

Por Kelly Diniz

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Com expectativa de entrar em operação em agosto deste ano, o novo Hospital Universitário (HU) da UFJF está sendo visto como uma possibilidade de suspiro na saúde pública de Juiz de Fora, no sentido de minimizar as lacunas existentes. De pronto, a unidade deve garantir a ampliação das 9.500 consultas médicas/mês, ofertadas atualmente pela unidade, para 39 mil/mês. Outros avanços são o aumento da infraestrutura, possibilitando ampliação de vagas nas residências médicas, a criação de 346 leitos, a implantação dos centros de Parto Normal e de Queimados e de 50 novas unidades de tratamento intensivo (UTIs).

Estão sendo construídos sete novos blocos que, juntamente com os dois já existentes, ocuparão uma área total de 54 mil metros quadrados, quase cinco vezes maior que a utilizada atualmente. O investimento é de R$ 159.482.988,26. Já para a compra de equipamentos, há uma verba de R$ 42,5 milhões. 

Entre as novidades, o diretor-geral do hospital, Dimas Augusto Carvalho de Araújo, destaca os seis leitos exclusivos para queimados. "Esse tipo de leito é mais complexo que os de UTI, por causa do isolamento que exige. Em Juiz de Fora não existe nenhum hospital que ofereça esse tipo de tratamento." 

No novo HU haverá ainda maternidade com oito quartos PPP (nos quais a gestante permanece em um mesmo espaço no pré-parto, parto e pós-parto) e, ao lado, o Centro de Parto Normal. 

Outra novidade é o Centro de Deformidades Faciais que, segundo o diretor, não existe na Zona da Mata. "Os pacientes são transferidos para Belo Horizonte para realizar os procedimentos." 

O Centro de Apoio Psicossocial (Caps) da UFJF será transferido para o novo complexo hospitalar, onde também funcionará o Centro de Referência em Pesquisa, Intervenção e Avaliação em Álcool e Outras Drogas (Crepeia).

 

 

Projeto para integrar rede de urgência e emergência

 

De acordo com o diretor-geral do Hospital Universitário da UFJF (HU), Dimas Augusto Carvalho de Araújo, a previsão é de que o hospital funcione no sistema 24h." No futuro, queremos fazer parte da rede de urgência e emergência. Esse é um dos motivos da construção do heliponto. 

Ele explica que o maior empecilho para o desenvolvimento do HU atualmente são as condições sanitárias. "Como a unidade do Santa Catarina é muito antiga, ficamos impedidos de ter, por exemplo, cirurgias, transplantes de rins, de pâncreas e de fígado, os quais pretendemos implantar nos novos prédios. 

Teremos UTI neonatal e dez leitos de UTI pediátrica, que também não são disponibilizadas hoje no município. "Existe deficiência de leitos na rede pública. Nós estamos colocando 346 novos leitos aliados a uma gama de serviços que já oferecemos e a qualidade dos nossos profissionais. Espero que a rede sofra uma grande melhora. Mas, claro que também dependerá  dos recursos financeiros empregados pelo gestor municipal," observa o reitor da UFJF, Henrique Duque.

O secretário de Saúde, José Laerte Barbosa, considera que o aumento do número de leitos do HU trará "conforto" à rede. De acordo com ele, com a ampliação do hospital, o próprio Ministério da Saúde aumenta o repasse para o município. 

 

Informatização

Já o reitor enfatiza que o projeto do novo HU foi considerado o quinto melhor, entre os 46 hospitais universitários do país. O sistema administrativo deve ser totalmente informatizado, com aplicativo de gestão hospitalar integrado ao Ministério da Saúde. 

Em todos os andares, haverá dois leitos de isolamento e salas de estudo. "Com as salas, as discussões acadêmicas dos casos clínicos não serão feitas à beira do leito do paciente. É uma forma de humanização", explica o diretor-geral. 

Outra mudança anunciada por Dimas refere-se à atuação dos professores. "A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) cuidará do corpo técnico, que vai fazer o hospital funcionar. Os professores ficarão com a coordenação do ensino e pesquisa do hospital. Assim, o docente ficará disponível para exercer a função de ensinar e pesquisar, sem ter a preocupação de realizar consultas." 

Já nas residências médicas, a expectativa é de que as vagas sejam dobradas até o ano que vem, passando de 250 para 500 alunos por ano.

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