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24 de Janeiro de 2013 - 17:44

Em números absolutos, assassinatos passaram de 43, em 2011, para 65, no ano passado

Por Tribuna

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Rômulo Ferraz (centro) em coletiva esta manhã
Rômulo Ferraz (centro) em coletiva esta manhã

O número de homicídios em Juiz de Fora aumentou 51,2% no ano passado em relação a 2011, segundo os índices de criminalidade de Minas Gerais divulgados na manhã desta quinta-feira (24), em Belo Horizonte, pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). Em números absolutos, a quantidade de assassinatos subiu de 43 para 65. Os números são inferiores ao levantamento feito pela Tribuna, que mostra aumento de 90% das mortes violentas entre 2011 e 2012, passando de 52 para 99 casos. A diferença explica-se pelo fato de que o banco de dados do jornal leva em consideração os casos nos quais as vítimas de algum tipo de violência morreram mesmo depois do encerramento do Registro de Evento de Defesa Social (Reds), comumente chamado de boletim de ocorrência. Desde 2006, quando a Tribuna começou a acompanhar as mortes violentas, o número de vítimas cresceu 209% na cidade.

Ainda conforme os dados oficiais divulgados hoje, o registro de crimes violentos em Juiz de Fora reduziu 1,6% no ano passado, caindo de 1.122 para 1.104 em relação ao período anterior. São considerados crimes violentos os homicídios consumado e tentado, sequestro e cárcere privado, roubo, extorsão mediante sequestro, além dos estupros consumado e tentado. Já os dados relativos aos crimes violentos contra o patrimônio, que incluem os roubos e assaltos à mão armada, apresentaram redução de 6,6%, caindo de 887 para 832.

Em toda Minas Gerais, houve uma estabilização das taxas de homicídios, que passaram de 19 registros para cada grupo de 100 mil habitantes para 19,1 (0,9% de diferença). Esta taxa leva em conta a evolução populacional. Já em números absolutos de registros, foram 3.862 em 2011 contra 3.924 em 2012. Os números foram divulgados pelo secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo de Carvalho Ferraz, juntamente com o comandante geral da Polícia Militar, coronel Márcio Martins Sant'Ana, e o chefe da Polícia Civil, delegado geral Cylton Brandão da Matta. O relatório levou em consideração Belo Horizonte, Região Metropolitana e os 28 municípios do estado com mais de 100 mil habitantes.

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