Publicidade

17 de Maio de 2014 - 07:00

Intervenções para a despoluição do Rio Paraibuna e caminhões quebrados deram nó no tráfego em pontos tidos como críticos

Por Bárbara Riolino e Cíntia Charlene

Compartilhar
 
Com tráfego lento por causa de obra, risco é carros ficarem retidos sobre a linha férrea
Com tráfego lento por causa de obra, risco é carros ficarem retidos sobre a linha férrea
Na Avenida Brasil, próximo ao Sport Club, trânsito segue em uma pista
Na Avenida Brasil, próximo ao Sport Club, trânsito segue em uma pista
Também na Av. Brasil, próximo à Rua Carlos Otto, motoristas enfrentam outro trecho conturbado
Também na Av. Brasil, próximo à Rua Carlos Otto, motoristas enfrentam outro trecho conturbado
Caminhão ficou parado faixa de pedestre e interditou meia pista na Rio Branco
Caminhão ficou parado faixa de pedestre e interditou meia pista na Rio Branco

Como se não bastasse ser uma sexta-feira, quando o fluxo de veículos, em geral, é maior pelas ruas da cidade, os juiz-foranos tiveram um dia complicado ao trafegar em pontos tidos como críticos, sobretudo em virtude de obras que vêm sendo realizadas, como as intervenções para a despoluição do Rio Paraibuna, que tomam conta de vários trechos da Avenida Brasil. Quem buscou outras vias se deparou com situações que deixaram o trânsito ainda mais lento, como o tráfego em sistema pare-siga na Avenida Juiz de Fora, altura do Bairro Grama, região Nordeste, na manhã desta sexta-feira, por conta de um trabalho realizado pela Cesama. Ainda pela manhã, um caminhão quebrado e o guincho que veio em seu socorro apresentaram problemas em plena Avenida Rio Branco, causando pontos de retenção. À tarde, o acidente com ônibus na Rua Paracatu, no Bandeirantes, também exigiu paciência de condutores que tiveram que enfrentar engarrafamento.

Os trabalhos de despoluição do Paraibuna também atingem a Rua da Bahia, no Poço Rico. Embora tenha a aprovação dos moradores, que dizem estar satisfeitos com o objetivo das intervenções, a obra tem tirado o sossego de comerciantes. Entre as principais reclamações estão a poeira e a queda de movimento em seus estabelecimentos. "A poeira atrapalha a qualidade dos produtos, além do trânsito confuso e da falta de sinalização no canteiro", conta o dono de uma mercearia Elvio Rodrigues Campos. Como a obra está muito próxima à passagem de nível, frequentemente, carros ficam presos em engarrafamentos parados em cima da linha do trem. O risco é de que alguma composição se aproxime, e o condutor do veículo não consiga sair. Motoristas que usam o trecho criticam a falta de um agente de trânsito no local.

O novo ponto das obras alocado na Avenida Brasil, entre as ruas Carlos Otto e Djalma de Carvalho, opera em meia pista e está sinalizado desde a última terça-feira, mas, segundo comerciantes, mesmo em pouco tempo, já visualizaram infrações no local. "Tem muita gente que desrespeita e insiste em passar pelo trecho, mesmo com parte interditada", conta o comerciante Wanderlan Araújo. Na mesma avenida, porém na altura da Rua Marechal Setembrino, além de muita poeira, as três pistas estão sendo reduzidas a uma, o que causa lentidão, sobretudo em horários de pico. "Já presenciei várias batidas e brigas no trânsito. O problema dos acidentes é que tudo fica parado", aponta o frentista Rodrigo Mizael.

O engenheiro da Settra, Eduardo Fácio, reconhece que faltam agentes de trânsito para suprir toda a demanda da cidade, porém, adiantou que, na segunda-feira, está agendada reunião junto aos fiscais da Cesama envolvidos na obra. "Queremos pedir para que grandes intervenções não sejam feitas em horários de pico. Sabemos das dificuldades e do tamanho da obra, mas vamos tentar minimizar ao máximo os problemas." O gerente da Comim, responsável pelas obras de despoluição do Paraibuna, Leonardo Gomes, informou que as intervenções atuam com equipe direcionada ao controle e à sinalização do trânsito, conforme orientação da Settra. "É uma obra que atinge a rotina de todos, mas vamos buscar as medidas possíveis de adequação para evitar transtornos."

Para o professor da UFJF e especialista em trânsito José Alberto Castañon, os problemas enfrentados no trânsito são alertas para uma mudança no comportamento dos juiz-foranos. "O automóvel precisa deixar de ser um item de conforto para ser usado apenas em casos de necessidade. É preciso repensar a utilização do transporte coletivo, pois quanto menos carros nas ruas, menos pontos de retenção."

 

 

Veículos quebrados dão nó no trânsito

Um problema mecânico em um caminhão e em um guincho responsável por fazer o socorro do primeiro veículo causou uma série de congestionamentos na Avenida Rio Branco e em ruas adjacentes nesta sexta, desafiando a paciência dos motoristas. Por volta das 9h, o caminhão que transportava colchões ficou parado, depois que seu eixo de transmissão estragou e uma roda traseira bateu no canteiro central, em frente à Rua Doutor Romualdo, em São Mateus, Zona Sul. O trânsito passou a operar em meia pista, causando congestionamentos até o fim da manhã, quando o veículo foi removido por um guincho.

No entanto, ao trafegar pela Avenida Rio Branco, no sentido Bom Pastor/Manoel Honório, em frente ao Parque Halfeld, o guincho apresentou uma pane mecânica, o que originou outro ponto de retenção. O caminhão, que era puxado pela traseira, ficou parado bem em cima do traffic calming, dificultando a circulação de pedestres. O fluxo de veículos permaneceu em meia pista, provocando reflexos principalmente na Avenida Itamar Franco, que só foi liberada pouco antes das 15h.

De acordo com o chefe do Departamento de Fiscalização de Transporte e Trânsito, Paulo Peron Júnior, vários agentes foram enviados para a região a fim de minimizar os transtornos. "Tivemos alguns relatos de motoristas reclamando sobre a situação. Direcionamos agentes para as ruas adjacentes para orientar os condutores sobre os desvios, de modo que o trânsito não parasse totalmente."

Peron explicou que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não estabelece multas para problemas relativos a falhas mecânicas. No entanto, a Settra, por meio do Departamento de Fiscalização, informou que o caminhão-guincho foi autuado por transitar em horário e local não autorizados. A infração é média e prevê multa no valor de R$ 85,13, além de quatro pontos na carteira. O decreto municipal 9.357, de 2007, determina que veículos com capacidade de carga acima de quatro toneladas não podem circular, entre 11h e 21h, no polígono central, área compreendida entre as ruas Santo Antônio e Barão de Cataguases, Avenida Francisco Bernardino, Travessa Doutor Prisco Vianna, Praça Antônio Carlos e Avenida Itamar Franco.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você confia nas pesquisas eleitorais?