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10 de Maio de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Contenção de encosta é feita na Belisário de Castro
Contenção de encosta é feita na Belisário de Castro

As obras de contenção na Rua Belisário de Castro, no Bairro Grajaú, região Sudeste, devem ser retomadas até a próxima quarta-feira. A informação é da Secretaria de Obras, e foi confirmada pelo engenheiro Antônio Carlos Pizziolo, da Preserva Engenharia. O profissional é responsável por esta e outras nove obras na cidade. "Tivemos uma reunião junto à Prefeitura e decidimos implementar as ações no local o mais rápido possível, para não abandonar o trabalho já feito", disse.

A Rua Belisário de Castro foi uma das mais atingidas por um deslizamento ocorrido no dia 26 de dezembro do ano passado, durante uma intensa chuva. As obras no local começaram em 16 de janeiro, mas foram paralisadas no final de abril, em função da espera pela autorização do projeto pela Caixa Econômica Federal e pelo Ministério das Cidades, que deve ser liberada ainda este mês.

A subsecretária de Coordenação e Projetos da Secretaria de Obras, Roberta Ruhena, explica que, mesmo sem a aprovação do projeto, as obras tinham sido iniciadas para evitar o agravamento das condições da via. "A obra na Belisário de Castro está sendo feita em caráter emergencial para dar segurança e estabilidade ao local, por conta de uma sobra no recurso orçado junto ao Governo federal. A expectativa é de que, até o final deste mês, a rua seja liberada."

A Secretaria de Obras informou, ainda, que o trabalho realizado na rua é semelhante ao feito no Bairro Santa Tereza, mesma região, sendo dividido em duas etapas. As primeiras intervenções acontecem na parte superior. Em seguida, será atendida a parte debaixo, onde está a casa atingida pelo desmoronamento. Dos estágios previstos para a Belisário - construção do muro, reaterro e novo asfaltamento -, apenas o primeiro foi concluído.

Desde que as obras começaram, a rua ficou totalmente interditada e quatro famílias estão sem acesso às suas garagens. Segundo um dos moradores, o aposentado Francisco Cândido, 62 anos, a preocupação maior é uma caixa d'água dentro do canteiro de obras, que está destampada e pode virar criadouro para o mosquito da dengue. "Além disso, ficamos receosos por ter que deixar nosso carro na rua." Outra vizinha, a pedagoga Rafaela da Silva, 34, aponta um problema diferente: os assaltos. "Sabemos de vários casos no bairro. O tapume que cerca o canteiro de obras impede a visão, facilitando a ação dos criminosos. Ainda estamos sem acesso ao ônibus."

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