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15 de Maio de 2014 - 14:02

Pelo menos 15 casos foram registrados desde segunda-feira em várias regiões da cidade

Por Marina Sad e Bárbara Riolino (colaborou Michele Meireles)

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Atualizada às 21h21

O número de assaltos a estabelecimentos comerciais continua crescente em várias regiões da cidade. Na noite de quarta-feira (14), mais três lojas foram assaltadas e uma outra sofreu tentativa de roubo. A situação levou o Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio) a se manifestar e pedir providências diante do aumento da insegurança da categoria. Ao todo, 15 lojas foram alvo de bandidos desde segunda-feira.

Em uma das ocorrências de quarta-feira, a proprietária de uma locadora, 52 anos, foi agredida com um soco por um dos ladrões. Ela relatou aos policiais que dois bandidos entraram no local, na Rua Vilela Filho, no Santa Helena, região central, por volta das 20h. Um dos comparsas tirou um revólver da mochila e colocou uma touca, mandando que a comerciante ficasse quieta. Ainda conforme o relato da mulher, o mesmo suspeito desferiu um soco em sua orelha direita, o que a levou a cair em cima de uma cadeira. Os assaltantes pegaram cerca de R$ 50 e um celular e fugiram pela Rua Santo Antônio.

Já por volta das 22h30, um frentista, 49 anos, foi rendido por uma dupla armada em um posto de combustíveis, na Rua Doutor Francisco Álvares de Assis, no Retiro, Zona Sudeste. A vítima contou que estava na sala onde fica o caixa do estabelecimento, quando foi abordada pelos assaltantes. De acordo com o boletim de ocorrência, eles pegaram cerca de R$ 300 e fugiram em seguida. O frentista foi ameaçado com o revólver, sendo obrigado a ficar olhando para o chão.

 

Cidade Alta

Mais cedo, às 19h40, três homens, dois deles armados, renderam a dona de um depósito de gás, 38 anos, e roubaram três celulares, um CPU de computador, um modem e R$ 30. O crime aconteceu na Rua Adão Barbosa Lima, no Bairro Jardim Casablanca, Cidade Alta. Enquanto os militares faziam o registro da ocorrência, foram acionados, por causa de uma tentativa de assalto a um supermercado na Avenida Presidente Costa e Silva, no Bairro São Pedro, mesma região. De acordo com o proprietário, 26 anos, quatro indivíduos entraram no estabelecimento, renderam os clientes e anunciaram o roubo. Alguns suspeitos possuíam as mesmas características dos homens que participaram do assalto ao depósito de gás. Um dos clientes teria aproveitado um descuido do grupo, sacado uma arma e gritado dizendo que era policial.

Segundo o boletim de ocorrência, os assaltantes saíram correndo, e um Fiat Palio, com placa de Belo Horizonte, foi visto deixando o local em alta velocidade. O dono do mercado disse que o circuito interno de câmeras flagrou toda a ação, filmando ainda o momento em que o grupo estacionou o veículo em uma rua lateral. Durante rastreamento, uma testemunha contou aos militares que o automóvel utilizado teria sido deixado próximo a sua residência e que um dos suspeitos estava em um ponto de ônibus. Os PMs seguiram para o local, abordaram o adolescente e encontraram a chave do Palio com ele. Dentro do carro, estava parte dos produtos levados no assalto ao depósito de gás, além de roupas utilizadas durante o crime. O jovem contou que comprou o veículo por R$ 1 mil na capital mineira. Ele foi apreendido e o carro levado por um autossocorro. Ele também foi reconhecido pelas vítimas de outros dois assaltos a restaurante e à padaria ocorridos na terça, na mesma região. 

 

 

Sindicomércio cobra ações mais efetivas

 

Diante dos recentes casos de assaltos que mudam a rotina dos estabelecimentos da cidade, o presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, cobra ações mais efetivas por parte do Poder Público. "Deixou de ser apenas um crime contra o bem privado. Agora está interferindo diretamente na segurança de todas as pessoas. Isso cria sentimentos de impotência e frustração, pois temos a sensação de que nada está sendo feito. Está na hora de Juiz de Fora mudar", enfatiza. Beloti pretende, em breve, se reunir com outras entidades representativas do comércio no município, como a Associação Comercial e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), para que todos possam definir que atitudes precisam ser tomadas.

O sindicato ainda aproveitou a ocasião para cobrar as medidas inseridas na carta enviada, em fevereiro, ao então governador Antonio Anastasia (PSDB), quando esteve em Juiz de Fora. O documento, assinado pelo prefeito Bruno Siqueira (PMDB) e representantes de demais entidades, tinha como objetivo sensibilizar o Governo do estado, pedindo mais ações contra a violência na cidade, enumerando a escala da violência, do crime organizado e da insegurança. 

Em abril, o secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, esteve em Juiz de Fora para anunciar duas medidas para a segurança em resposta à carta. A primeira delas está relacionada ao aumento do efetivo de policiais e o desencadeamento da operação "Polígono vermelho", que inseriu mais de 200 policiais militares e 20 viaturas nas ruas do Centro e da Zona Sul, na tentativa de reduzir os números de crimes contra o patrimônio, como furtos e assaltos, e aumentar a sensação de segurança da população. À época, o secretário assegurou que as 34 câmeras destinadas ao programa"Olho vivo", a serem colocadas em locais onde há movimento comercial, devem ser instaladas em meados de junho. 

O secretário de Governo do município, José Sóter de Figueirôa, ressaltou que a Prefeitura age por meio de ações complementares para dar suporte ao trabalho das entidades estaduais. "Podemos observar que houve um aumento de policiais nas ruas, porém, não podemos dizer se o efetivo é suficiente para coibir o índice de violência na cidade. Esperamos que, em julho, as câmeras do "Olho vivo" já estejam em operação." A Polícia Militar foi procurada para comentar sobre a onda de assaltos e a "Polígono vermelho", no entanto, a assessoria da corporação informou que deve se manifestar nesta sexta-feira sobre os assuntos. 

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