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26 de Março de 2014 - 18:14

53 ciclistas por hora são contabilizados em cruzamento

Por Cíntia Charlene

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Levantamento foi realizado entre 7h e 19h
Levantamento foi realizado entre 7h e 19h

Cinquenta e três ciclistas a cada hora. Esta foi a média registrada pela ONG Mobilicidade JF nesta quarta-feira (26) durante a segunda contagem de bicicletas realizada no município. Desta vez, a iniciativa aconteceu no cruzamento entre as avenidas Rio Branco e Brasil, na ponte do Bairro Manoel Honório. O primeiro levantamento, que havia sido realizado em junho de 2013, contabilizou 1.141 ciclistas em circulação na interseção entre as avenidas Rio Branco e Presidente Itamar Franco, no período das 7h às 19h. Deste total, 35% das bicicletas eram usadas como veículo de trabalho.

Durante o procedimento desta quarta, uma equipe de no mínimo três voluntários se revezou para contabilizar as bicicletas. Para fazer o levantamento, além do registro fotográfico, uma planilha com várias informações era preenchida durante a passagem do ciclista. Assim, eram levados em conta critérios como local de origem e destino, horário, sexo e o uso do capacete. Também foi registrado o tipo da bicicleta, podendo ser de carona, cargueira, serviço, esportiva, elétrica ou dobrável. "Nosso maior desafio neste ponto foi a variedade de origens e destinos usados pelos ciclistas, chegando a oito alternativas em ambos os casos. Devido a estas possibilidades, nem todos puderam ser fotografados, por isso, tínhamos o respaldo da planilha na qual os dados foram preenchidos. Além de traçar o perfil do ciclista na cidade, uma das nossas intenções é divulgar, por meio deste estudo, o conhecimento sobre as regras de trânsito e lembrar aos usuários que a contramão é proibida. Esta foi uma das situações mais notadas durante o levantamento", explica o diretor da ONG Guilherme Mendes.

Outras duas contagens serão realizadas ainda este ano. Os próximos pontos escolhidos serão os cruzamentos entre as avenidas Rio Branco e Dr. José Procópio Teixeira, no trevo do Bairro Bom Pastor, e entre a Avenida Rio Branco e Rua Benjamim Constant, no Centro, sempre no mesmo horário das 7h às 19h. Todos os dados coletados serão divulgados no site da ONG e nas redes sociais, além de serem encaminhados à Prefeitura.

 

Relatório

Finalizada a etapa de contagem, o diretor da ONG explica que um relatório contendo todos os dados será produzido. "Nosso objetivo é definir as rotas que os ciclistas utilizam para acessar o Centro da cidade. Posteriormente, vamos realizar este procedimento nos bairros. Com os dados em mãos, vamos encaminhá-los à Prefeitura para que eles possam utilizá-los na elaboração do Plano de Mobilidade Urbana em cima de dados concretos e atualizados." Guilherme Mendes ainda completa: "Nossa intenção é que haja a inclusão de ciclo rotas no plano de mobilidade. As ciclo rotas são sinalizações, horizontal e vertical, colocadas ao longo da via para indicar o trajeto e alertar os motoristas sobre a presença de ciclistas na via. A bicicleta é um veículo que não precisa de um caminho ou lugar específico. Ela é um veículo como outro qualquer. Com este projeto, pensamos a cidade como um todo, e a bicicleta como uma integração com os outros modais."

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