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15 de Maio de 2014 - 07:00

Instituto de Ciências Humanas e faculdades de Educação e Serviço Social optam por suspender atividades

Por Kelly Diniz

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Além da insegurança, falta de higiene em bebedouros do ICH é motivo de reclamação de alunos
Além da insegurança, falta de higiene em bebedouros do ICH é motivo de reclamação de alunos
Lixo está espalhado em vários pontos do campus
Lixo está espalhado em vários pontos do campus

A interrupção das atividades dos trabalhadores da PH Service e da Alpha Vigilância, terceirizados da UFJF, já afeta o setor acadêmico da instituição. Alguns cursos estão avaliando a possibilidade de paralisação das aulas, enquanto outros confirmaram oficialmente a suspensão, pois alegam não ter condições de higiene, logística e segurança para a manutenção das atividades feitas pelos trabalhadores que estão parados devido ao não recebimento de salários este mês. O encerramento contratual da instituição com as empresas aconteceu devido ao processo de falência em que se encontram as mesmas, como mostrado nesta quarta-feira (14) pela Tribuna.

A situação preocupa alunos, professores e diretores de departamentos da universidade. A Faculdade de Serviço Social foi a primeira a interromper as atividades. Segundo o diretor, Rodrigo de Souza Filho, os docentes já estavam atuando precariamente com a greve dos técnico-administrativos, deflagrada em 17 de março. "A gente não tem como receber os alunos e optamos pela suspensão das aulas, pois ainda não foi criada, pela Reitoria, uma alternativa para a limpeza, segurança e manutenção." De acordo com ele, o evento em comemoração ao Dia do Assistente Social e o concurso público, que serão realizados entre os próximos dias 19 e 22, continuam confirmados. "Também estamos tentando manter as atividades que não comportam grande quantidade de alunos e professores, como a extensão." Além da Faculdade de Serviço Social, o Instituto de Ciências Humanas (ICH) e a Faculdade de Educação optaram pela paralisação.

A Faculdade de Administração também chegou a parar as aulas nesta quarta. "A suspensão foi motivada principalmente pelo receio em relação à segurança e à integridade física dos estudantes. No entanto, em reunião hoje (quarta) decidimos por retomar as atividades, mesmo com toda precariedade", afirmou o professor da faculdade José Paulo Abdalla. Segundo ele, as aulas retornarão normalmente nesta quinta. A diretora da Faculdade de Letras, Neiva Ferreira, informou que, em reunião, foi decidida pela não suspensão imediata. "Estamos aguardando os procedimentos da Reitoria. Por enquanto, ainda há condições de ter aulas." As demais faculdades, por enquanto, estão realizando normalmente suas atividades.

Enquanto a situação não se define, os principais prejudicados são os alunos. "Está realmente difícil ter aula com as salas e banheiros sujos, não tem papel e até os bebedouros estão fechados", contou a aluna do curso de psicologia Renata Menezes. Mesmo com essas dificuldades, os acadêmicos ainda preferem a continuação das disciplinas. "Está horrível ter aula assim, mas eu prefiro, pois, se houver a suspensão, as matérias vão ficar atrasadas, e vai ficar complicado", preocupa-se a estudante do bacharelado interdisciplinar em ciências humanas Milena Regina. "Agora é que estamos conseguindo recuperar o atraso causado pela greve dos professores (ocorrida em 2012). Se suspenderem as atividades, vamos ter um curso infinito", completou Renata. A a coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Laiz Perrut, disse que a maioria dos diretórios acadêmicos quer a manutenção das aulas, mas que uma comissão foi formada para discutir as ações e decidir sobre as medidas que serão adotadas pelos alunos.

A Secretaria de Comunicação da UFJF esclareceu, por meio de nota, que apenas o Conselho Setorial de Graduação tem competência para alterar o calendário acadêmico. "Isto significa que qualquer prejuízo aos alunos que seja resultado desta decisão será de inteira responsabilidade dos diretores e/ou conselhos de unidade desses institutos e faculdades que, através desta decisão, desrespeitam o Estatuto da UFJF e, de maneira unilateral, sem consulta ou diálogo, dificultam o esforço coletivo da universidade em busca de uma rápida e efetiva solução para o atraso no pagamento de seus funcionários terceirizados."

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