Os vigilantes de Juiz de Fora aderiram ao movimento nacional de mobilização por melhores condições de trabalho e salário nesta sexta-feira (1º). Durante a manhã, eles caminharam pelo Calçadão da Rua Halfeld com faixas e apito chamando a atenção da população. O movimento provocou a suspensão do atendimento em 25 das 72 estabelecimentos financeiros da cidade, agências bancárias e postos de atendimento.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Juiz de Fora, Josias Luciano Rosa, a classe reivindica pagamento adicional de risco de vida de 30% para todos os vigilantes patrimoniais, reajuste de 15% no salário base, além do tíquete alimentação e outros benefícios. As condições dos instrumentos de trabalho, como armamento e coletes, também foram alvo das críticas dos manifestantes. Conforme destacou Rosa, o aumento da criminalidade incidiria diretamente no ofício destes profissionais.
"Trabalhamos para manter a segurança da população e de funcionários dos estabelecimentos. Não podemos atuar com coletes vencidos. A nossa intenção é alertar a sociedade para esta importante questão."
O presidente do sindicato dos bancários, Robson Marques, disse que os funcionários das instituições financeiras apoiam o movimento dos vigilantes. "Os bancários também cobram o investimento em equipamentos de segurança nas agências, como as câmeras externas que poderiam ajudar a coibir o crime conhecido como saidinha de banco. A instalação está prevista em lei, sancionada na legislação anterior."
As agência que tiverem que fechar as portas, o fizeram por não conseguir atender a legislação que exige o mínimo de dois seguranças por estabelecimento bancário. Em alguns locais, a adesão ao movimento foi de 100%. Conforme o presidente do sindicato dos vigilantes, existe a possibilidade de novas paralisações no decorrer da próxima semana.



$msg
Mais comentários