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14 de Fevereiro de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Moradores estão assustado com os crimes na região
Moradores estão assustado com os crimes na região

Os frequentes assaltos a pedestres na região central de Juiz de Fora levaram os moradores do Bairro Santa Helena e adjacências a solicitar mais policiamento na área. O vereador Antônio Aguiar (PMDB) fez um requerimento de mais segurança principalmente para trechos das ruas Benjamin Constant, Tiradentes, Dona Maria Helena, Santo Antônio e Olegário Maciel, além da Praça Menelick de Carvalho. O documento, junto com um abaixo-assinado, com cerca de 1.500 nomes, foi encaminhado às autoridades policiais, à Cemig e ao Poder Público Municipal e, será apresentado no plenário da Câmara, na primeira reunião do ano, ainda este mês.

Entre as providências solicitadas estão rondas mais ostensivas e instalação de um posto móvel da Polícia Militar. "O objetivo é pedir melhorias para o bairro. Há ruas muito arborizadas e com iluminação pública obsoleta. Há relatos de pessoas escondidas no alto das árvores para atacar os pedestres." Ele acrescenta que também há a proposta de criar um grupo de discussão permanente envolvendo moradores e comerciantes, a fim de debater a questão da segurança pública e manter uma via para troca de informações com as polícias Militar e Civil.

O vereador Antônio Aguiar adianta que fará gestões para sejam instaladas câmeras do Projeto "Olho vivo" na região, que, segundo ele, "enfrenta uma das situações mais preocupantes do município em relação aos crimes contra o patrimônio". O projeto do Governo do Minas tem se mostrado eficiente no combate à criminalidade. Segundo dados divulgados pelo Estado, casos de arrombamentos e vandalismo são reduzidos em até 40% com as câmeras.

Moradores do Santa Helena denunciam a precária iluminação, em especial no trecho arborizado das ruas Benjamin Constant e Dona Maria Helena. "À noite, a iluminação deixa a desejar, principalmente sob as árvores, onde já houve caso de criminoso se esconder para render pedestre. A sensação de insegurança é constante," reclamou uma vizinha da área.

Outra moradora afirma temer que, com a saída da sede do Samu da Rua Benjamin Constant, prevista para março, a situação piore: "Hoje ainda existe o movimento dos socorristas e das ambulâncias durante o dia e à noite. Quando o Samu sair, ficaremos ainda mais temerosos."

Na Rua Santo Antônio próximo à Luiz Perry, houve um assassinato em novembro do ano passado. "A situação na região realmente chegou ao limite", afirma outro morador.

 

 

'A gente se sente incapaz', desabafa morador

 

Um estudante de 21 anos procurou a Tribuna para contar que notou a presença de dois homens suspeitos na Rua Benjamin Constant, antes de um assalto ser registrado na esquina da via com a Rua Tiradentes. Segundo o jovem, ele e sua namorada subiam a Benjamin, quando dois homens passaram por eles. "Os suspeitos estavam de roupas pretas e, apesar do calor, usavam blusa com capuz, boné e mexiam em algo na cintura."

O casal apertou o passo e chegou na casa na garota, onde, por volta das 21h, o rapaz ligou para o 190 e passou a descrição dos homens. "A moça que me atendeu disse que iria mandar uma viatura, mas, pelo jeito, não mandou. No dia seguinte, vi no jornal que dois rapazes foram assaltados no local. Fico indignado e não só com medo de assalto. Bem material, a gente trabalha e compra outro. O medo maior é da violência, do uso de uma faca, de abuso sexual. A gente se sente incapaz", desabou.

O assalto a que o estudante se refere foi registrado no dia 22 de janeiro, por volta das 21h40. Duas vítimas, ambas de 24 anos, relataram que caminhavam pela Rua Benjamin Constant, na esquina com a Tiradentes, quando viram dois indivíduos vindo no sentido oposto. A dupla teria simulado estar armada e abordado uma das vítimas, que teve roubado um celular e cerca de R$ 50. Do outro jovem, os bandidos levaram uma pulseira e um cordão de prata, além de relógio e celular.

Em nota, a assessoria de comunicação do 2º Batalhão da Polícia Militar informou que as viaturas de serviço na área central, no dia relatado pelo estudante, encontravam-se empenhadas em outros crimes, ficando impossibilitadas de atender à solicitação em questão.

A corporação ressaltou ainda que todos os empenhos do Centro de Operação da PM (Copom) respeitam uma triagem em que são priorizados os crimes de maior periculosidade.

A assessoria destaca que a participação da comunidade, repassando informações à corporação é muito bem vinda e auxilia muito na prevenção dos crimes. Um dos canais de comunicação é Disque Denúncia Unificado (181).

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