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14 de Julho de 2014 - 21:24

Por Tribuna

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O pedreiro que ficou conhecido como "serial killer" foi condenado nesta segunda-feira (14) a 29 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado, furto e estupro. Alexandre da Silva, 37 anos, foi a julgamento pela morte da diarista Eny Ferreira dos Santos, 50, cujo corpo foi encontrado com sinais de violência sexual e com um corte profundo no pescoço, em um matagal na Estrada União e Indústria, em janeiro de 2011. Durante boa parte da sessão, presidida pelo juiz Cristiano Álvares Valadares do Lago, o réu se manteve de cabeça baixa, evitando olhar o que acontecia no júri e no espaço reservado ao público, onde filhos da vítima, todos vestidos com camisetas com a foto da mãe, acompanhavam os depoimentos.

Alexandre da Silva foi denunciado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro e furto contra a diarista. Ele foi preso pela Polícia Civil em 6 de janeiro de 2011. Na época, era suspeito do assassinato de três mulheres e de ataques contra outras duas, que só sobreviveram porque ele acreditava que tinham morrido. De acordo com a investigação da Polícia Civil, Alexandre escolhia a vítima entre mulheres que frequentavam a área próxima ao viaduto do Bairro de Lourdes, levava para um local ermo, estuprava e tentava matá-las com golpes ou estrangulamento.

No dia em que o pedreiro, conhecido como "Chanchão", foi preso, policiais encontraram na casa dele, na Vila Olavo Costa, um facão e uma faca que teriam sido utilizados nos crimes, dois bonés reconhecidos pelas vítimas, nos quais estava grafado o apelido dele e um capacete que foi identificado por familiares como sendo de Eny. Nesta segunda, "Chanchão" foi interrogado no Tribunal do Júri e contou que o capacete localizado na casa dele era de um rapaz que solicitou a ele que guardasse o objeto, um celular e uma bolsa branca. O réu afirmou que o tal rapaz era conhecido da rua onde morava e que estava com uma moto Honda Bros 150. Ele negou ter cometido os crimes.

Conforme o promotor Oscar Santos de Abreu, com a prisão de Alexandre tiveram fim os crimes sexuais envolvendo mulheres em Juiz de Fora.

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