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14 de Janeiro de 2014 - 17:30

Por Tribuna

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Atualizada às 20h57

Um adolescente de 16 anos, suspeito de assassinar a companheira do próprio tio, em novembro do ano passado, foi apreendido, na tarde desta terça-feira (14), na praça do Bairro Grama, Zona Nordeste. Ele portava um canivete e foi detido por policiais da 31ª Companhia da Polícia Militar, que receberem denúncia de que o jovem estaria armado no local. No momento da abordagem, o adolescente teria argumentado com os militares que estava com a arma branca porque vinha sofrendo ameaças de morte. De acordo com o sargento Hudson José Neto Pereira, responsável pela ocorrência, o jovem era conhecido do meio policial. Além do homicídio contra Maria de Fátima Ferreira dos Santos, 46, em 15 de novembro, o adolescente é suspeito de ter praticado duas tentativas de homicídio e vários crimes de lesão  corporal e ameaças. "Ele tem poder de persuasão no bairro e vinha imprimindo o medo na comunidade", afirmou o sargento. 

Maria de Fátima foi executada com dois tiros no rosto na Rua Santa Lúcia, no Grama. No local do crime, a polícia encontrou a carteira de identidade do adolescente e um projétil. Na época, ele não foi localizado nas buscas da PM. O crime, cuja motivação ainda não foi esclarecida, segue em investigação na Delegacia Especializada de Homicídios.

O adolescente detido foi encaminhado para a 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Santa Terezinha, de onde seria conduzido para o Centro Socioeducativo, no Santa Lúcia, uma vez que a Vara da Infância e da Juventude expediu mandado de busca e apreensão contra ele, em função do envolvimento em crimes violentos. 

O comandante da 31ª Companhia da  PM, capitão Alexandre Barbosa, destacou a importância da apreensão do jovem. "Recebemos informações de que ele continua ameaçando outros adolescentes e pessoas e também vem recebendo ameaças. Então, temendo pela vida dele mesmo, fizemos o contato com a Vara da Infância e da Juventude, para o seu acautelamento. Essa apreensão é importante, porque é preciso avaliar se ele realmente corre risco ou se coloca os outros em risco. É uma forma preventiva de evitar que outros homicídios ou tentativas venham a acontecer", ressaltou o capitão. 

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